Mais um jogo em que o vencedor estava praticamente anunciado antes do apito inicial. O problema é que é preciso provar em campo a superioridade que a teoria aponta.
Esse foi desde o inicio o objectivo dos argentinos, dominar o encontro, procurar a vitória, só que em simultâneo estava também e bem presente, o medo da derrota.
Por outro lado, cientes das suas limitações mas bem conhecedores das suas forças, sem nada a perder os islandeses mostraram ao mundo, na sua primeira presença num mundial, que o "brilharete" do Euro 2016 não tinha sido obra do acaso.
Apesar do inicio auspicioso dos alvi-celestes, com algumas oportunidades de golo logo nos primeiros minutos, logo os nórdicos se reorganizavam e ocupavam, como tão bem sabem, os espaços não permitindo grandes veleidades aos sul-americanos, sendo sua, após erro na saída de bola, a primeira grande oportunidade de golo.
A excepção foi o grande golo de Aguero (o seu primeiro em fases finais).
Se se pensou que a partir desse momento o jogo estaria controlado pela equipa do mago (Messi) puro engano. Os islandeses continuaram tranquilos e numa saída rápida para o ataque beneficiaram do mau posicionamento da defesa argentina e lograram, apenas 3 min depois, chegar ao empate.
O que se viu em seguida foi uma Argentina com posse de bola mas sem espaço para jogar, nem tão pouco capacidade para aumentar a velocidade com que trocava a bola, ou accionar o jogo pelo exterior.
Mesmo assim, no seguimento de um lance fortuito, a Argentina dispôs, nos pés de Messi, de uma grande penalidade já ao min 62. O impensável, para os argentinos aconteceu, Messi falhou, ou talvez se possa dizer, Halldorsson defendeu.
A partir desse momento notou-se em demasia a ansiedade e o nervosismo dos sul americanos que apenas já no forcing final voltaram a ter uma boa oportunidade de golo, após um centro remate da esquerda, novamente negada por Halldorsson.
1ª grande surpresa mas apenas para quem não assistiu ao jogo, pois a falta de velocidade e de ideias no ataque argentino dificilmente conseguiria contrariar o rigor táctico e a capacidade física os islandeses.
Melhor em campo: Halldorsson (Finlândia)
Momento do jogo: min 62 (penalty não convertido por Messi)

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