Para um frente a frente entre os últimos dois campeões europeus e grandes favoritos num grupo com Marrocos e Irão, as expectativas eram altíssimas. E o desenrolar do jogo não as defraudou.
Com uma entrada determinada e pressionante, a equipa das Quinas viu-se a ganhar após falta de Nacho sobre Ronaldo já dentro da grande área. Grande penalidade prontamente assinalada e superiormente convertida por CR7 não dando hipóteses a De Gea.
Vendo-se em desvantagem, situação a que não estão habituados, os "nuestros hermanos" não viraram a cara à luta e foram à procura do resultado esbarrando porém na boa organização defensiva de Portugal, à excepção do lance, resultante de um mau alivio, do David Silva, que isolado na grande área rematou por cima da baliza de Rui Patricio.
Jogando no seu "habitat" preferido, Portugal enjeitou por duas ocasiões o dilatar da vantagem, não tomando, após excelentes saídas em contra golpe, as melhores opções no momento final.
A persistência espanhola, com o seu futebol rendilhado, começou a provocar moça no posicionamento defensivo luso que foi perdendo a capacidade, demonstrada nos primeiros 15 min, de pressionar , logrou o golo do empate ao min 23, por Diego Costa, num lance precedido de falta sobre Pepe que passando despercebido ao árbitro da partida não foi devidamente analisado pelo VAR.
Afectados pelo golo do empate, principalmente pela forma como o mesmo foi obtido, Portugal permitiu à Espanha um forcing poderoso que quase dava frutos através de um fantástico remate de Isco apenas parado pela trave.
Num lançamento em profundidade de Pepe começou a jogada do, na altura um pouco contra a corrente, segundo golo dos actuais campeões da Europa. Após excelente domínio da bola, Gonçalo Guedes endossa a bola a CR7 que não hesitando remata à baliza e beneficia da enorme falha de De Gea. Estava então reposta a vantagem no marcador entretanto perdida.
Regressando das cabines mais do que determinados, os jogadores espanhóis "estacionaram" no meio campo ofensivo, empurrando o adversário para o último terço, ganhando consecutivos livres nas imediações da grande área. Na cobrança de um desses pontapés livres, beneficiando do mau posicionamento defensivo da equipa lusa, a Espanha chega mais uma vez ao empate e novamente por intermédio de Diego Costa.
Aproveitando a motivação do empate e a desorganização de Portugal, a Espanha continua a pressão e vira o resultado poucos minutos após o empate, por intermédio de Nacho, no seu primeiro golo ao serviço de "la roja", na sequência de um grande pontapé de fora da área, beneficiando de um ressalto num alivio de bola e do mau posicionamento da equipa das quinas
Na frente do marcador a Espanha, mais tranquila, manteve, como também sabe, a bola na sua posse recorrendo ao tão famoso e difícil de contrariar "Tic Tac", não permitindo grandes veleidades à selecção nacional, que demonstrava enormes dificuldades na recuperação da bola e mais ainda em chegar perto da baliza de De Gea.
Feridos no seu orgulho os portugueses não se deram por vencidos e num esforço final, depois de uma falta infantil de Piquet, lograram o empate, num livre sublime marcado pelo melhor do mundo, mesmo ao cair do pano.
Resultado justo num jogo em que a qualidade espanhola foi incapaz de vencer o carácter lusitano.
Melhor em campo: Cristiano Ronaldo (Portugal), com 3 golos e fantásticos pormenores em que colocou toda a sua capacidade em favor da equipa
Momento do jogo: min 88 - 3º golo de CR7

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