1 de julho de 2018

Mundial 2018 - Rescaldo fase grupos


Terminada a fase de grupos e conhecidas todas as decisões impera-se o balanço. Das surpresas às grandes desilusões, passando por alguns sustos este mundial teve todos os ingredientes necessários a um grande espectáculo. Muitos golos, grandes defesas, lances caricatos, decisões polémicas não faltaram à festa.

No Grupo A imperou a lógica. Uruguai saiu vencedor demonstrando grande solidez defensiva (foi inclusive a única equipa presente que não sofreu qualquer golo), sector liderado pelo insuperável Godin, deixando a luta pela outra vaga para Rússia e Egipto, duelo do qual saiu vencedora a equipa anfitriã. Apesar de considerado o patinho feito do grupo, devido à sua inexperiência, a Arábia Saudita logrou uma das surpresas, venceu na última jornada o Egipto de Salah, vendo assim premiado o seu esforço. Quanto ao Egipto, recheado de bons jogadores, não se pode dizer muito, nem tão pouco que as dificuldades físicas do seu jogador mais conhecido justifiquem às más exibições. 

Já o Grupo B apenas trouxe como surpresas a combatividade dos marroquinos, impondo uma intensidade de jogo ao longo dos 90 min que causou bastante desconforto aos oponentes, e a excelente organização táctica de um Irão que dão deixava de aproveitar as oportunidades de ataque que surgiam, que o digam os espanhóis. Apesar das boas exibições o infortúnio de um auto-golo frente ao Irão, ao cair do pano, e a ineficácia contra os campeões europeus, logrou a Marrocos a eliminação à 2 jorn. O Irão por seu turno teve a capacidade e o mérito de adiar até ao último momento a questão do apuramento, podendo, frente a Portugal, te-lo conseguido mesmo no último instante. Apesar da intensidade e competitividade com que as quatro equipas do grupo disputaram as partidas imperou a lógica e os favoritos Espanha e Portugal seguiram em frente.

O grupo C composto por, França, Austrália, Dinamarca e Perú, deu lugar talvez aos jogos mais enfadonhos desta primeira fase. Com duas equipas que fazem da técnica a sua melhor arma, Perú e França, contra outras duas que têm como matriz de jogo os lançamentos em profundidade e o confronto aéreo, imperou o medo de perder, a segurança defensiva em determinante da importância da vitória. Apenas o Perú conseguiu despertar o interesse no grupo, jogando de forma rápida, apoiada, onde a capacidade técnica dos jogadores sobressaía. Apenas a ineficácia na hora do remate lhes travou um futuro mais brilhante. Apesar da vitória no grupo a França, considerada uma das candidatas ao título de campeã do mundo deixou no ar a dúvida se, contra equipas de outra complexidade teriam a capacidade de dominar e ganhar.

Num grupo onde constava a estreante Islândia, a sempre candidata Argentina, a irreverente Nigéria e a consistente Croácia, ficou demonstrado que não é o estatuto que vence os jogos, mas sim a organização, perseverança e competência. Sobre a selecção alvi-celeste recaía a responsabilidade de fazer brilhar o seu astro mas deixou a nu que um conjunto de grandes jogadores nem sempre é sinónimo de uma grande equipa. Se o empate com os islandeses já se revelava uma surpresa,, o que dizer da estrondosa derrota frente aos croatas. Com pé e meio fora do mundial os argentinos salvaram-se na ultima jogada da última partida. A Croácia, com exibições seguras, disse ao mundo que têm de contar com eles... 

Num grupo E onde se juntaram os pentacampeões mundiais Brasil, os imprevisíveis sérvios, os suíços e os costa riquenhos, não houve grandes surpresas. Os brasileiros lideraram a classificação desde a 1ª jorn, embora nem sempre de forma clara e convincente. Já os sérvios que tiveram o pássaro na mão no embate com os helvéticos mas viu a vitória escapar-se-lhe no derradeiro minuto. Da Costa Rica fica a imagem de uma equipa recheada de bons jogadores mas a quem ainda falta a experiência competitiva exigida em campeonatos do mundo. Sem grandes individualidades mas fazendo brilhar o colectivo os suíços ocupar a 2ª vaga muito graças ao empate da 1ª jorn conseguido através de um golo precedido de falta. Sem grande surpresa a classificação final apenas não conseguiu esclarecer se ou quando a magia canarinha vai aparecer.


Com Alemanha, só a campeã mundial em título, o México, sempre imprevisíveis, a Suécia, que já há muito deixaram de ser uns rapazes louros com bom jogo de cabeça, e a Coreia do Sul, inexperientes mas sempre combativos, não se esperavam grandes surpresas. Puro engano... Como diriam alguns, principalmente os germânicos, neste grupo F "o mundo virou-se ao contrário". Foi deste grupo que surgiram as verdadeiras surpresas A Suécia venceu o grupo com duas vitórias. O México entrou a bater o pé aos alemães, com um estilo de jogo "cínico" é verdade mas que deixou à vista fragilidades defensivas na selecção alemã. 

26 de junho de 2018

Mundial 2018 - Jogo 20 - Grupo B - 2 Jorn - Irão 0 - 1 Espanha



Seria a selecção que melhor troca a bola capaz de contrariar uma organização defensiva de qualidade? Conseguiria a capacidade de sacrifício e abnegação superiorizar-se à técnica?
Estas eram as questões que se colocavam antes desta partida.
Ao fim dos primeiros 45mins, apesar do domínio espanhol, já esperado e por vezes estrategicamente consentido, era a 2ª pergunta que tinha resposta positiva. 
A constante posse e troca de bola por parte dos espanhóis, embora de forma lenta, não fazia balançar a bem organizada selecção iraniana, escasseando as situações de perigo.
No regresso dos balneários a Espanha tentou impor um ritmo mais veloz na sua circulação de bola, criando deste modo alguns desajustes no posicionamento do adversário, mas foi do Irão, que sempre espreitou as saídas rápidas dos seus avançados, a primeira grande oportunidade de golo.
Praticamente na jogada seguinte ao desperdício iraniano os espanhóis chegam à vantagem, com muita sorte à mistura. Muito poucas vezes a máxima do povo que diz "quem não marca sofre" foi tão bem demonstrada.
Vendo-se a perder o Irão mudou o "chip" e mostrou ser capaz de criar problemas, e muitos, a uma selecção espanhola que, apesar da experiência, não foi capaz de manter o controlo da bola, como é seu hábito, nem tão pouco contrariar o estilo de jogo do adversário. 
Apesar das muitas e claras oportunidades de golo os iranianos não conseguiram o tão desejado empate.

Melhor em campo: Isco (Espanha) - dos poucos que conseguia criar desequilíbrios no adversário

Momento do jogo: min 81 - oportunidade golo Irão não concretizada



Mundial 2018 - Jogo 19 - Grupo A - 2 Jorn - Uruguai 1 - 0 Arábia Saudita




As premissas para este jogo eram claras: uma vitória dos uruguaios apurava-os para a fase seguinte enquanto que para os sauditas a derrota significava o afastamento definitivo da competição.
Se a vitória era para ambos fundamental, Uruguai e Arábia Saudita não o demonstraram em campo. 
Os sul americanos, confiantes na sua qualidade e experiência, jogaram num ritmo lento que apenas a espaços provocava mazelas no adversário. Mesmo assim chegaram à vantagem, por Suarez, aproveitando uma falha do guardião contrário.
Se a toada da partida já era a tranquilidade, com a vantagem no marcador, os uruguaios reforçaram ainda mais a tranquilidade e controlo da partida, já que o adversário, apesar de tentar, não demonstrava capacidade para criar perigo.
Mesmo não querendo correr muito couberam ao Uruguai as únicas reais situações de perigo.
Fica o resultado naquele que foi talvez o jogo mais desinteressante deste torneio, muito por responsabilidade da equipa mais experiente.

Melhor em campo: Godin (Uruguai) - apesar de nem sempre da forma mais correcta controlou qualquer veleidade tentada pelos avançados contrários

Momento do jogo: min 22 - golo Uruguai

Mundial 2018 - Jogo 18 - Grupo B - 2 Jorn - Portugal 1 - 0 Marrocos




Nesta 2ª partida do grupo B a Marrocos a derrota era o resultado proibido, pois ditava o seu afastamento da competição. 
Já a Portugal, motivado com o empate nos instantes finais com a favorita Espanha na 1ª jorn, a vitória significava um passo gigante no apuramento para os 8s final.
Repetindo o inicio fulgurante do 1º jogo, Portugal chega à vantagem. mais uma vez pelo capitão, logo aos 4mins, o que se traduziu em tranquilidade, mas apenas para os primeiros 15min. 
Apostando num jogo de pressão alta e contacto físico, características da selecção do norte de África conhecidas de todos, refeitos do impacto do golo madrugador, os marroquinos começaram a ganhar o duelo do meio campo, colocando muita pressão sobre a defesa e conseguindo impedir as saídas em contra-golpe dos portugueses. Excepção desta matriz apenas o lance que Portugal desperdiça, por Guedes, a 5 min do intervalo.
Se o intervalo serve para reajustes e motivação, o reatar da partida revelou apenas a motivação dos marroquinos, que mantendo incrivelmente a sua capacidade de pressão não permitiram que Portugal tivesse posse de bola e assim o controlo do jogo.
Apesar de tudo tentarem os marroquinos não conseguiram o golo saindo assim derrotados numa partida em que de tudo fizeram para ganhar.
Como imagem final deste jogo fica a incapacidade da selecção campeã da Europa em igualar a agressividade e matreirice do adversário, salvando-se o espírito de sacrifício e de entre-ajuda 

Melhor em campo: Amrabat - (Marrocos) - espalhou o pânico - sabe usar como poucos a capacidade física e a máxima de que "o futebol é um jogo de contacto" 

Momento do jogo: min 57 - defesa enorme de Rui Patrício

Mundial 2018 - Jogo 17 - Grupo A - 2 Jorn - Rússia 3 - 1 Egipto




Moralizados pelo resultado da 1ª jornada e perante o seu público os russos entraram em jogo rápidos e pressionantes em busca do golo. 
Sabendo que outro resultado que não a vitória os colocava fora do mundial, os Egípcios reagiram e equilibraram o jogo, repartindo as ocasiões de perigo.
Regressando do intervalo com a mesma postura do inicio da partida, os russos chegam à vantagem logo ao 2º min, através de um auto golo. 
Desorganizados e pressionados pela necessidade de vencer, os egípcios não conseguiram, nos momentos a seguir ao infortúnio, controlar o ímpeto da selecção anfitrião que, sem dó, chega rapidamente à confortável vantagem de 3 golos.
O Egipto, com a certeza que derrota ditava o seu afastamento, nos restantes 20 min da partida tudo tentou para, pelo menos, deixar uma outra imagem da sua equipa onde pontificam jogadores de altíssima qualidade, mas a quem falta ainda a experiência do colectivo.
Premiando o seu esforço reduziram a desvantagem através de uma grande penalidade (VAR) muito bem convertida pelo seu astro, Salah.

Melhor em campo: Cheryshev (Rússia)

Momento do jogo: min 46 - auto-golo de Fathi


CHERYSHEV
CHERYSHEV
CHERYSHEV


25 de junho de 2018

Mundial 2018 - Jogo 16 - Grupo H - 1 Jorn - Polónia 1 - 2 Senegal




Quem esperava, neste frente a frente entre a experiência polaca e a irreverência senegalesa, um jogo movimentado teve 30 min de desilusão. Durante esta primeira meia hora a partida jogou-se de forma indefinida, sem que alguma das equipas conseguisse ter o controlo da situação. A vontade de se chegar à frente no marcador levava a ataques rápidos, de ambas as equipas, sem criar verdadeiras situações de perigo.
Num jogo tão incaracterístico, foi em mais um desses momentos que o golo surgiu. Infelicidade para o defesa polaco que vê, após um remate aparentemente controlado pelo seu guardião, a bola tabelar nele e assim dar vantagem ao adversário.
Em vantagem no marcador os jogadores do Senegal tranquilizaram-se e roubando a bola à equipa contrária iam mantendo a salvo a sua baliza.
No regresso dos balneários os polacos lançaram-se em busca do empate. A ânsia de chegar ao golo roubava-lhes o discernimento, na tomada de decisões no último terço do terreno e no seu posicionamento em campo, permitindo assim ao Senegal transições ameaçadoras.
Num esforço para manter a posse de bola os polacos colocaram-na nos pés do avançado senegalês que regressava ao jogo, devidamente autorizado pelo árbitro, após ter sido assistido. Mais veloz que os defesas e aproveitando a desconcentração de uma defesa apática, não desperdiçou a oportunidade e aumentou a vantagem no marcador.
Na meia hora final os polacos de tudo tentaram, nem sempre tomando as melhores decisões, para inverter o resultado, esbarrando ora na defesa contrária ora na sua própria ineficácia. 
Querendo controlar o jogo e não se expondo muito o Senegal nunca deixou de procurar o golo, levando Szczesny a excelentes defesas.
A trabalho eu frutos perto do final do jogo, reduzindo a desvantagem no marcador, alimentou a esperança do empate nos últimos minutos de jogo. Apesar do esforço final o resultado não mais se alterou.

Melhor em campo: Mane (Senegal) - colocou ao serviço do colectivo toda a sua capacidade técnica e experiência

Momento do jogo: min 37 - 1º golo Senegal - alterou tacticamente o desenrolar da partida



24 de junho de 2018

Mundial 2018 - Jogo 15 - Grupo H - 1 Jorn - Colômbia 1 - 2 Japão




No único grupo onde não está presente um campeão do mundo, mas nem por isso menos equilibrado, os favoritismos ficavam, como diz o "entendido", para depois dos jogos.
Se a qualidade técnica dos colombianos poderia trazer-lhes alguma vantagem teórica, a velocidade nipónica por si só devia ser um alerta para os sul americanos.
Foi num desses lances onde a velocidade impera, tão típicos do Japão, que no desespero, após um erro individual, Sanchez, corta com a mão o remate que ia para golo. Falta para grande penalidade, prontamente marcada pelo árbitro da partida e confirmada pelo VAR, com consequente expulsão. 
Chamado a converter Kagawa não desperdiçou a oportunidade de dar vantagem à sua selecção.
Atordoados pela entrada em jogo tão atribulada, e em inferioridade numérica, os colombianos demoraram a reerguer-se. 
Aproveitando o mau momento do adversário o país do sol nascente dispôs, nesta fase, de boas oportunidades para aumentar o score.
Com uma alteração táctica, os sul americanos conseguiram, apesar de jogar apenas com 10 jogadores, algum controlo do meio campo, estagnando com menos dificuldade as investidas do opositor. 
Recorrendo à experiência dos seus melhores jogadores  e aproveitando os lances de bola parada a Colômbia foi intimidando o Japão que, com o passar do tempo, já não mostrava a frescura físicas para as suas saídas rápidas para o ataque. 
Foi num desses momentos, num livre cobrado por Quintero, que a Colômbia viu premiado o seu esforço, conseguindo o golo do empate.
Precisando descansar do desgaste físico que a partida estava a provocar, e fazendo-o com bola, a Colômbia levou o jogo para o intervalo com o empate no resultado.
Beneficiando do tempo de descanso para efectuar pequenos ajustes no posicionamento dos seus jogadores, os nipónicos regressaram ao jogo controladores e empenhados em tirar vantagem da superioridade numérica e do cansaço que isso provocava no adversário.
Mais contidos os colombianos entregavam a posse de bola ao adversário e tentavam aproveitar qualquer perda de bola e desposiconamento do mesmo para causar perigo.
Por outro o Japão, com uma troca de bola paciente, ia conseguindo criar perigo, e foi neste registo de jogo que o Japão volta à vantagem no marcador.
De novo em desvantagem os jogadores da Colômbia tentaram mas o cansaço físico e mental  de jogar em menos um jogador e em busca de um resultado positivo traiu-lhes a vontade de conseguir deste jogo algo mais.

Melhor em campo: Ospina - adiou o mais que pode a victória do Japão

Momento do jogo: min 2 - com a expulsão Colômbia condicionou o seu jogo.



Mundial 2018 - Jogo 14 - Grupo G - 1 Jorn - Tunísia 1 - 2 Inglaterra




Não querendo deixar em mãos alheias o crédito que lhe era atribuído como sendo a selecção favorita a vencer este grupo, a Inglaterra, recheada de velozes e abilidosos jogadores, desde cedo pôs em sentido a defesa tunisina.
Numa parte de sentido único o golo inglês chegou, sem grande surpresa, numa recarga de Kane após uma enormíssima defesa de Hassen. 
Apesar de se encontrar em vantagem, os ingleses cientes que o adversário também tinha valor, continuou a procura do golo, não permitindo qualquer veleidade à selecção africana.
Tudo parecia correr bem, jogo, resultado e adversário controlado, até que ao min 35, num lance totalmente inofensivo surge a oportunidade que a Tunisia tanto almejava. Falta disparatada de Walker dentro da grande área. Oportunidade que Sassi não enjeitou, restabelecendo desta forma a igualdade no marcador.
Apesar deste contra-tempo os ingleses continuaram o seu jogo ofensivo, fluido e dinâmico, suportado pelo bom posicionamento dos seus médios e defesas. Ainda antes do intervalo, reclamando com razão falta na área sobre Keane, a equipa da terra de Sua Majestade ameaçou novamente a baliza adversária.
Se a exibição avassaladora dos ingleses adivinhava um segundo tempo novamente de massacre puro engano. Nunca deixando de procurar o golo, aos ingleses foi dificil manter o ritmo altissimo da primeira parte, enquanto os tunisinos com alguns ajustes no posicionamento dos seus jogadores foram, sem causar grandes calafrios a Pickford, mantendo o adversário longe da sua área.
Desta conjugação resultou uma segunda parte lenta, previsível e com poucos momentos de interesse., apenas agitada pelo golo da vitória dos ingleses, novamente por Kane, também no seguimento de um lance de bola parada, já ao cair do pano.
A victória assegurada, após uma exibição que foi de mais a menos, premiando a grande primeira parte feita pelos ingleses.

Melhor em campo: Hassen (Tunisia) - Enormes defesas no pouco tempo que esteve em campo

Momento do jogo: min 90+1 - 2º golo Kane

Mundial 2018 - Jogo 13 - Grupo G - 1 Jorn - Bélgica 3 - 0 Panamá




Com 43 golos marcados na fase de qualificação os créditos de favorita, perante um dos estreantes num campeonato do mundo, não podiam escapar à Bélgica.
Desde inicio com uma circulação de bola lenta, confiante na qualidade dos seus jogadores os belgas beneficiaram, ainda assim, de inúmeras situações de golo, muito fruto da inexperiência da equipa da Concacaf.
O nulo ao intervalo castigava a ineficácia dos belgas e dava esperança à selecção do Panamá.
Mais rápidos no reinicio os belgas chegam à vantagem por Mertens num remate ,cheio de intenção, após um mau alivio da defesa adversária.
Apesar das dificuldades o Panamá mostrando um futebol ambicioso, privilegiando a posse de bola, conseguiu assustar uma Bélgica que facilmente se desposcionava na defesa. Valeu, nestes momentos de desconcentração Courtois.
O caudal ofensivo da Bélgica continuava, sufocando, a espaços, a defesa contrária e não admirou o alargar da vantagem, por Lukaku, que com o bis aos 75min sentenciou o resultado.
Descrentes mas briosos os jogadores do Panamá tudo tentaram para marcar o seu primeiro golo num mundial.
Fica o resultado num jogo onde a Bélgica mostrou a qualidade, principalmente ofensiva, dos seus jogadores e o Panamá, inexperiente, mostrou estar no bom caminho para um futuro risonho.

Melhor em campo: Penedo (Panamá)

Momento do jogo: min 54 - Courtois nega golo do empate que poderia intranquilizar a sua equipa

23 de junho de 2018

Mundial 2018 - Jogo 12 - Grupo F - 1 Jorn - Suécia 1 - 0 Coreia do Sul




Após a derrota da toda poderosa e candidata Alemanha na outra partida deste grupo. o encontro entre suecos e sul coreanos revestia-se para as duas equipas de maior importância.
Junto a este facto o nervosismo da estreia trouxe-nos um jogo que, apesar de movimentado mais fruto das rápidas transições dos jogadores da Coreia do Sul, demorava a desatar o nó que a organização das duas equipas criava.
As escassas oportunidades de golo repartiam-se pelas duas equipas e não estanhou que o intervalo chegasse com o resultado inalterado, 
A segunda parte nada trouxe de novo. A Suécia apoiada na capacidade atlética dos seus jogadores, tentava através de mais físico (de choque) chegar à vantagem. Por outro lado a Coreia do Sul apostando na velocidade dos seus atletas ia mantendo em alerta o último reduto sueco.
Com o tempo a passar e o cansaço a surgir os erros passaram a estar presentes, e num desses momentos, numa perda de bola, aquando da saída para o ataque, por parte dos sul coreanos a Suécia insistiu e viu o esforço da pressão alta premiado com a marcação de uma grande penalidade (com recurso ao VAR).
Chamado a converter, o capitão Granqvist, não enjeitou a sorte e colocou a sua equipa em vantagem.
Com 30 min para o final do encontro os asiáticos não esmoreceram e, mantendo a sua filosofia de jogo, conseguiram empurrar os escandinavos para o seu último reduto, criando oportunidades para o empate e mantendo a incerteza do resultado mesmo até ao último apito do árbitro.

Melhor em campo: H W JO (Coreia do Sul)

Momento do jogo: min 62 - Intervenção do VAR (se bem que antes de tempo - ver VAR - International Board




22 de junho de 2018

Mundial 2018 - Jogo 11 - Grupo E - 1 Jorn - Brasil 1 - 1 Suiça



Eis que o eternos candidato, e já por 5 vezes coroado campeão, o Brasil, entrava em campo.
Após o desastre de 2014, em sua casa imitando o maracanaço de 1950, e depois de uma qualificação não muito convincente, a expectativa era enorme em todo o mundo futebolístico e em particular entre os brasileiros.
Já dos Suíços pouco mais se esperava que não serem iguais a si próprios, organizados e combativos, sem nunca deixar de procurar os três pontos. A sua entrada em campo não podia ser mais afirmativa dessa intenção. Logo no primeiro minuto puseram em sentido a baliza de Allison. 
Não querendo correr riscos os brasileiros arregaçaram as mangas e tomaram, com base na técnica individual dos seus jogadores e em rápidas movimentações na frente do ataque, as rédeas da situação e sem aviso prévio, num aproveitamento de um corte para zona proibida, através de um excelente remate de Filipe Coutinho chegam à vantagem no marcador.
Atingido o objectivo inicial os brasileiros não conseguiram manter a postura de controlo em campo, e abrandando o ritmo, colocando em campo alguma sobranceria, certos da sua capacidade técnica individual, e permitiram que a Suiça subisse no terreno e começasse a criar desconforto ao último reduto brasileiro.
Fortes na bola parada os suíços chegaram ao empate, na marcação de um canto, praticamente no reinicio da partida.
Perdida a vantagem, nada mais restava ao Brasil voltar a pegar no controlo da partida, mas a lentidão com que trocavam a bola não lhes permitiam desmontar a bem organizada defesa helvética.
O aproximar do final do encontro o cansaço físico dos suíços e o medo de perderem o tão precioso ponto, levou-os a recuarem no terreno e a cerrar fileiras em frente da sua baliza.
Mesmo não imprimindo grande velocidade na troca de bola os brasileiros iam conseguindo criar oportunidades de golo sem no entanto ter a eficácia necessária.
Com mais posse de bola os brasileiros saíram de campo com um empate castigador da sobranceria com que passaram a jogar após se terem visto em vantagem.

Melhor em campo: Behrami - não permitiu, enquanto em campo, grandes espaços a Neymar, ganhando a maior parte dos duelos

Momento do jogo: 90+5' - corte de Schär



Mundial 2018 - Jogo 10 - Grupo F - 1 Jorn - Alemanha 0 - 1 México



O campeão do mundo em titulo finalmente entrava em acção, perante uma selecção do México ambiciosa e fortemente apoiada pelo seu público.
O jogo, como muitos esperariam, foi de sentido único... Alemanha com iniciativa de jogo, posse de bola.. circulação da mesma, mas, perante uma tão bem organizada defesa mexicana as oportunidades de golo tardavam em surgir.
Passados os primeiros minutos e após pequenos ajustes nas marcações o México começou a ter a capacidade para sair em contra golpes surpreendendo a defesa germânica nem sempre bem posicionada.
Com saídas cada vez mais contundentes não surpreendeu que o golo do México surgisse, estavam decorridos 35 min.
Mantendo-se fiel à sua ideia de jogo os germânicos continuaram a procurar do golo mas apesar do domínio da bola não conseguiam criar verdadeiras oportunidades de golo.
Apesar de empurrados para o seu reduto, pela velocidade com que os alemães circulavam a bola, os mexicanos sempre que viam uma oportunidade para o contra golpe não a desperdiçavam, deixando em sobressalto uma defesa já por si pressionada, criando várias situações em que o golo esteve perto. Não fossem as precipitações dos avançados e o resultado seria mais dilatado.
Apesar de tudo tentar a selecção alemã não se conseguiu libertar do colete de forças montado pelo adversário e não mostrou ter capacidade para inovar o seu jogo.
Ficou assim consumada a primeira grande surpresa deste campeonato.

Melhor em campo: Herrera

Momento do jogo: min 35 - golo do México






Mundial 2018 - Jogo 9 - Grupo E - 1 Jorn - Costa Rica 0 - 1 Sérvia


Num embate entre duas equipas com qualidade e onde, teoricamente, corriam por fora, cedo mostraram a tão famosa máxima do jogo de estreia: "mais importante qe ganhar é não perder!". e foi com esse espírito que se desenrolou grande parte da partida.
Se à Sérvia não faltam talentos, falta por vezes a disciplina táctica. Se aos Costa-Riquenhos falta experiência, se bem que alguns deles jogam em grandes clubes europeus e não só, sobra-lhes talento. O que faltou ao jogo foi vontade e velocidade para que os desequilíbrios fossem criados e as oportunidades de golo aparecessem.
Foi neste ritmo que se desenrolou grande parte da partida, com a posso de bola para a Sérvia e os jogadores da Costa Rica a espreitar, mais do que contra-ataques, transições ofensivas rápidas, tentando apanhar o adversário desorganizado.
Num jogo tão amarrado não surpreende que o golo tenha surgido num lance de bola parada. Kolorov... quem mais... ao min 55 coloca a sua selecção em vantagem.
A partir de então o que se viu foi uma Costa Rica a tentar, mas sem a velocidade necessária, desmontar uma cada vez mais fechada selecção sérvia, que apesar de recuar no terreno, não enjeitou as oportunidades que teve para se lançar em busca do golo da tranquilidade, sendo deles inclusivé as melhores oportunidades de golo.
Num grupo onde Brasil e Suiça partiam à frente para os lugares que dão o apuramento para os 8s, assenta bem à Sérvia esta preciosa victória.

Melhor em campo: Kolorov

Momento jogo: min 50 - enorme defesa de Navas


Mundial 2018 - Jogo 8 - Grupo D - 1 Jorn - Croácia 2 - 0 Nigéria




Num grupo com a toda poderosa Argentina as contas eram simples de fazer à partida para este jogo: 3 candidatos para uma só vaga. A victória era essencial, ainda para depois do empate no jogo inaugural no grupo, mas, como mais importante que ganhar é não perder, foi com esse espirito que se iniciou o jogo.
Duas equipas cautelosas e calculistas, desenvolveram um jogo um tanto amarrado muito disputado a meio campo, onde a maior mestria técnica dos croatas conseguia alguma supremacia face à maior capacidade física dos africanos.
Embora com lances prometedores de ambas as equipas, as oportunidades de golo não apareceram, sendo o empate desatado apenas ao min 32 fruto da infelicidade de Etobo, que ao tentar o corte, traiu o seu guarda redes.
Apesar do infortúnio os Nigerianos continuaram a por em campo a sua ideia de jogo: posse de bola e rápidas transições tentando provocar o desequilibro na defesa croata que, experiente, se mantinha organizada.
No regresso dos balneários apareceu uma Nigéria dominadora, impondo o seu ritmo de jogo e criando desconforto à selecção da Croácia que, em vantagem no marcador, tentava controlar os acontecimentos sem controlo efectivo da bola.
A pouco mais de meia hora do fim do encontro a Croácia fruto da entrada de Kramaric volta a ter o controlo da partida, tendo sentenciado o jogo aos 70min na conversão de uma grande penalidade cometida sobre Mandzukic.
Resultado justo que atribui os 3 pontos à equipa que mais organizada e e eficaz.

Melhor em campo: Modric

Momento do jogo: Min 54 - entrada de Kramaric






20 de junho de 2018

Mundial 2018 - Jogo 7 - Grupo C - 1 Jorn - Peru 0 - 1 Dinamarca




Num grupo com a favorita França e o "patinho feio" Austrália este jogo revestia-se de extrema importância na luta pela vaga do 2º lugar.
Com essa ideia bem presente desde cedo os sul-americanos agarraram a iniciativa do jogo sempre em busca do golo perante uma Dinamarca na expectativa.
Com o desenrolar do jogo comprovou-se que a mestria técnica e velocidade de execução dos peruanos associada à grande vontade de ganhar neste seu regresso aos mundiais, após 36 anos de ausência, sendo o concretizar dessa supremacia a grande penalidade a seu favor com a 1ª parte terminar.
Talvez a inexperiência tenha sido a razão para a mesma não ter sido concretizada. Assim, sem saber muito bem como a Dinamarca regressa aos balneários incólume apesar das inúmeras oportunidades de golo criadas pelo Perú.
No regresso ao jogo apenas se viu mais do mesmo, uma Dinamarca sem conseguir acertar marcações, tais foram as movimentações dos avançados do Perú, e as oportunidades de golo sucediam-se.
Numa rara saída dos nórdicos e num erro de posicionamento defensivo nasce o lance do golo, claramente contra a corrente, da Dinamarca.
Mesmo perante a adversidade os sul-americanos não viraram a cara à luta, e no tempo que faltava para o términos da partida, insistiram, atacaram, sempre com organização, criando mais um par de situações de golo.
A não eficácia na hora da concretização revelou-se madrasta para uma selecção que tudo fez para lograr outro resultado, mais do que merecido. Desta forma saiu premiada a Dinamarca que se limitou a tentar levar o nulo até ao fim.

Melhor em campo: Perú - colectivo muito forte, a nível mental, técnico e físico

Momento do jogo: 42min - grande penalidade falhada pelo Perú



19 de junho de 2018

Mundial 2018 - Jogo 6 - Grupo D - 1 Jorn - Argentina 1 - 1 Islândia



Mais um jogo em que o vencedor estava praticamente anunciado antes do apito inicial. O problema é que é preciso provar em campo a superioridade que a teoria aponta.
Esse foi desde o inicio o objectivo dos argentinos, dominar o encontro, procurar a vitória, só que em simultâneo estava também e bem presente, o medo da derrota.
Por outro lado, cientes das suas limitações mas bem conhecedores das suas forças, sem nada a perder os islandeses mostraram ao mundo, na sua primeira presença num mundial, que o "brilharete" do Euro 2016 não tinha sido obra do acaso.
Apesar do inicio auspicioso dos alvi-celestes, com algumas oportunidades de golo logo nos primeiros minutos, logo os nórdicos se reorganizavam e ocupavam, como tão bem sabem, os espaços não permitindo grandes veleidades aos sul-americanos, sendo sua, após erro na saída de bola, a primeira grande oportunidade de golo.
A excepção foi o grande golo de Aguero (o seu primeiro em fases finais).
Se se pensou que a partir desse momento o jogo estaria controlado pela equipa do mago (Messi) puro engano. Os islandeses continuaram tranquilos e numa saída rápida para o ataque beneficiaram do mau posicionamento da defesa argentina e lograram, apenas 3 min depois, chegar ao empate.
O que se viu em seguida foi uma Argentina com posse de bola mas sem espaço para jogar, nem tão pouco capacidade para aumentar a velocidade com que trocava a bola, ou accionar o jogo pelo exterior.
Mesmo assim, no seguimento de um lance fortuito, a Argentina dispôs, nos pés de Messi, de uma grande penalidade já ao min 62. O impensável, para os argentinos aconteceu, Messi falhou, ou talvez se possa dizer, Halldorsson defendeu.
A partir desse momento notou-se em demasia a ansiedade e o nervosismo dos sul americanos que apenas já no forcing final voltaram a ter uma boa oportunidade de golo, após um centro remate da esquerda, novamente negada por Halldorsson.
1ª grande surpresa mas apenas para quem não assistiu ao jogo, pois a falta de velocidade e de ideias no ataque argentino dificilmente conseguiria contrariar o rigor táctico e a capacidade física os islandeses.

Melhor em campo: Halldorsson (Finlândia)

Momento do jogo: min 62 (penalty não convertido por Messi)


18 de junho de 2018

Mundial 2018 - Jogo 5 - Grupo C - 1 Jorn - França 2 - 1 Austrália


Num duelo entre David e Golias os franceses entram a todo o gás e fruto de uma intensa pressão encostam o adversário ao seu ultimo reduto. 
Em 5 mins de grande mobilidade, usufruindo da enorme capacidade técnica dos seus jogadores da frente a França cria algumas situações perigosas para a baliza dos australianos.
Aos poucos a Austrália consegue equilibrar as forças e na sequência de um lance de bola parada, uma das suas armas, obriga Loris a uma enorme defesa. 
Sem conseguir pressionar o adversário a França permitia ao adversário tranquilas saídas para o ataque, sendo para tal importantíssimo o n.º 23 australiano, Rosig, que jogando atrás do ponta de lança com as suas movimentações criava sempre uma linha de passe segura, sendo também a primeira linha de pressão junto do meio campo francês.
Posta em sentido a equipa gaulesa abranda o ritmo e permite à Austrália ir para o intervalo confortável no jogo e no resultado.
O inicio do segundo tempo nada trouxe de novo, mesma incapacidade, por parte dos franceses, de colocar ao serviço da equipa toda a capacidade individual, enquanto que do lado australiano se mantinha o rigor e o empenho.
Num raro lance em profundidade Griezmann é derrubado dentro da grande área, falta marcada com recurso ao VAR, e convertida pelo mesmo com grande eficácia. 
Empenhados em reverter a situação os australianos pegaram na bola e, 5 min depois do golo francês, beneficiaram também de uma grande penalidade indiscutível, castigando erro infantil, toque com a mão na bola dentro da área, de Umtiti. 
Chamado a bater o capitão, Jedinak, não vacilou e empatou a partida.
Intranquilos os franceses demoraram a reagir e demonstraram não ser capazes de aumentar o ritmo de jogo. 
Foi num registo de quase desespero e muita atrapalhação que um desinspirado Pogba, com mais liberdade de movimentos depois da substituição de Rosig, resolve arrancar com a bola, tabelar com o colega e tentando o remate à baliza adversária. A insistência na disputa da bola com o defesa que tentou o corte, logrou-lhe a vantagem no marcador depois do auto-golo do defesa.
Cansados e um pouco desorganizados, e já sem muito tempo, os australianos não mais conseguiram assustar os franceses que assim conseguiram mascarar uma má exibição com um resultado positivo na estreia.

Melhor em campo: Rosig (Austrália)

Momento do jogo: min 72 - substituição de Rosig por Irvine


Mundial 2018 - Jogo 4 - Grupo B - 1 Jorn - Portugal 3 - 3 Espanha


Para um frente a frente entre os últimos dois campeões europeus e grandes favoritos num grupo com Marrocos e Irão, as expectativas eram altíssimas. E o desenrolar do jogo não as defraudou.
Com uma entrada determinada e pressionante, a equipa das Quinas viu-se a ganhar após falta de Nacho sobre Ronaldo já dentro da grande área. Grande penalidade prontamente assinalada e superiormente convertida por CR7 não dando hipóteses a De Gea. 
Vendo-se em desvantagem, situação a que não estão habituados, os "nuestros hermanos" não viraram a cara à luta e foram à procura do resultado esbarrando porém na boa organização defensiva de Portugal, à excepção do lance, resultante de um mau alivio, do David Silva, que isolado na grande área rematou por cima da baliza de Rui Patricio.
Jogando no seu "habitat" preferido, Portugal enjeitou por duas ocasiões o dilatar da vantagem, não tomando, após excelentes saídas em contra golpe, as melhores opções no momento final.
A persistência espanhola, com o seu futebol rendilhado, começou a provocar moça no posicionamento defensivo luso que foi perdendo a capacidade, demonstrada nos primeiros 15 min, de pressionar , logrou o golo do empate ao min 23, por Diego Costa, num lance precedido de falta sobre Pepe que passando despercebido ao árbitro da partida não foi devidamente analisado pelo VAR.
Afectados pelo golo do empate, principalmente pela forma como o mesmo foi obtido, Portugal permitiu à Espanha um forcing poderoso que quase dava frutos através de um fantástico remate de Isco apenas parado pela trave. 
Num lançamento em profundidade de Pepe começou a jogada do, na altura um pouco contra a corrente, segundo golo dos actuais campeões da Europa. Após excelente domínio da bola, Gonçalo Guedes endossa a bola a CR7 que não hesitando remata à baliza e beneficia da enorme falha de De Gea. Estava então reposta a vantagem no marcador entretanto perdida.
Regressando das cabines mais do que determinados, os jogadores espanhóis "estacionaram" no meio campo ofensivo, empurrando o adversário para o último terço, ganhando consecutivos livres nas imediações da grande área. Na cobrança de um desses pontapés livres, beneficiando do mau posicionamento defensivo da equipa lusa, a Espanha chega mais uma vez ao empate e novamente por intermédio de Diego Costa.
Aproveitando a motivação do empate e a desorganização de Portugal, a Espanha continua a pressão e vira o resultado poucos minutos após o empate, por intermédio de Nacho, no seu primeiro golo ao serviço de "la roja", na sequência de um grande pontapé de fora da área, beneficiando de um ressalto num alivio de bola e do mau posicionamento da equipa das quinas
Na frente do marcador a Espanha, mais tranquila, manteve, como também sabe, a bola na sua posse recorrendo ao tão famoso e difícil de contrariar "Tic Tac", não permitindo grandes veleidades à selecção nacional, que demonstrava enormes dificuldades na recuperação da bola e mais ainda em chegar perto da baliza de De Gea. 
Feridos no seu orgulho os portugueses não se deram por vencidos e num esforço final, depois de uma falta infantil de Piquet, lograram o empate, num livre sublime marcado pelo melhor do mundo, mesmo ao cair do pano.
Resultado justo num jogo em que a qualidade espanhola foi incapaz de vencer o carácter lusitano.

Melhor em campo: Cristiano Ronaldo (Portugal), com 3 golos e fantásticos pormenores em que colocou toda a sua capacidade em favor da equipa 

Momento do jogo: min 88 - 3º golo de CR7




17 de junho de 2018

Mundial 2018 - Jogo 3 - Grupo B - 1 Jorn - Marrocos 0 - 1 Irão



Sendo um duelo de outsiders a vitória revestia-se da máxima importância, o que fez com que a selecção africana tomasse as rédeas do jogo, fazendo valer a capacidade técnica da maioria dos seus jogadores.
Apesar da entrada ofensiva, rápida e dominante de Marrocos aos poucos os iranianos foram acertando marcações e equilibraram o jogo, muito graças à sua boa organização defensiva, terminando inclusive a primeira parte com uma excelente oportunidade de golo.
Numa segunda parte onde se viu duas equipas com mais medo de perder que vontade de ganhar, a boa organização da equipa de Carlos Queirós, estancou definitivamente o jogo ofensivo dos marroquinos. Atingindo este primeiro objectivo o Irão avançou no terreno e logrou atingir a victoria depois de um autogolo do adversário, mesmo ao cair do pano.
Por vezes jogar à defesa compensa...

Melhor em campo: Harit (Marrocos)

Momento do jogo: min 90+5' - golo Irão





16 de junho de 2018

Mundial 2018 - Jogo 2 - Grupo A - 1 Jorn - Egipto 0 - 1 Uruguai


Desfalcada do seu jogador mais cotado a selecção egípcia não consegui, perante um Uruguai na máxima força, explanar ofensivamente toda a qualidade dos seus jogadores.
Apesar da sua tenra idade, apenas 20, o uruguaio BENTANCUR demonstrou que quando se sabe a idade pouca importa. Imperial no meio campo, controlou com eficácia o momento de pressão da sua equipa gerindo com mestria os tempos de jogo e a saída de bola para o ataque.
Num jogo onde nenhuma das equipas se predispôs a arriscar em demasia, a despesa do jogo recaiu quase sempre na selecção sul americana, que com um SUAREZ demasiado perdulário, sempre bem servido por um CAVANI astuto, permitiu a esperança ao adversário e a incerteza no resultado até ao final.
Com SALAH a não sair do banco, o Egipto teve no seu guarda redes, ELSHENAWY  a grande figura do encontro, apenas impotente para deter o cabeceamento de GIMENEZ já ao min 89.
Fica para a história o resultado de um jogo tão amarrçlado que o nó apenas se desatou através de um lance de bola parada, lance que, como diz Luis Freitas Lobo é "um outro jogo dentro do mesmo jogo"

Melhor em Campo - ELSHENAWY (Egipto)

Momento do jogo - min 89 - golo de GIMENEZ


15 de junho de 2018

Mundial 2018 - Jogo 1 - Grupo A - 1 Jorn - Rússia 5 - 0 Arábia Saudita



Num jogo onde, a julgar pelo ranking, se defrontavam duas equipas de qualidade semelhante, a selecção anfitriã puxou dos galões e logo desde o apito inicial tomou as rédeas da partida. 
Sem forçar muito, ao longo dos 90 mins, a Rússia demonstrou em campo a sua superioridade, deixando a nu as fragilidades tácticas do adversário.
A arábia saudita revelou ter jogadores com qualidade técnica acima da média mas aos quais falta a experiência competitiva, sendo o seu sector defensivo o maior exemplo da dificuldade ao nível táctico, onde os erros de posicionamento defensivo foram fatais.
A entrada determinada dos russos deu resultado ao min 12 com o golo de GAZINSKII.
Atingido o principal objectivo, marcar o primeiro golo, a Rússia abrandou o ritmo de jogo sem nunca perder o seu controlo, sucedendo-se as oportunidades de novo golo, que surgiu ao min 43 por intermédio da obra prima de CHERYSHEV.
Numa segunda parte onde o "ritmo de treino" ainda permitiu mais três golos russos: ao min 72 por  DZUBA; aos 90'+1' de novo por CHERYSHEV, em mais um momento de génio, e já aos 90'+4', no último lance da partida, pelo melhor em campo, GOLOVIN, dado assim expressão à enorme diferença competitiva entre as duas selecções.

Melhor em Campo - GOLOVIN (Rússia)

Momento do jogo - min 42 - golo de CHERYSHEV 


Mundial 2018 - Grupos


Apuradas as equipas sorteiam-se os grupos...