11 de julho de 2010

A final - Holanda - Espanha


Num jogo entre as equipas que mais gostam e melhor sabem ter a bola, onde os nervos e o medo de perder esteve bem patente, o brilhantismo da qualidade dos jogadores intervenientes apenas a espaços apareceu.
Quando assim é os nervos aparecem e a partida "aquece". Algumas entradas mais rispidas que um arbitro inglês, um dos melhores do mundo, habituado ao futebol "rijo" do seu campeonato, foi conseguindo gerir apesar das queixas de ambas as partes.
O tempo foi passando e a alternancia do dominio do jogo foi constante, apesar de "La Roja" ter sido, ao longo de toda a partida de hoje, mais forte e mais perigosa. Só a espaços a "laranja" conseguiu mostrar algum do seu mecanismo.
Registando-se um empate a zero, apesar das claras oportunidades de marcar, 4 para a Espanha e 2 para a Holanda, o inicio do prolongamento trouxe um jogo mais aberto, devido ao cansaço dos jogadores, principalmente os holandeses.
Já a jogar com menos um jogador, por expulsão de Heitinga, a Holanda, ao contrário do que seria de esperar e talvez mais aconselhável, veio para a frente expondo-se aos contra-ataques espanhois.
E foi num desses lances de contra-golpe, após uma suposta falta de Sergio Ramos sobre Eljia junto à área espanhola, que Andrés Iniesta se vê livre de marcação já dentro da área e dá o golpe final, colocando nuestro hermanos em vantagem. Faltavam 3 minutos para acabar o jogo.
O resultado estava feito e é isso que fica para a história: Holanda 0 - 1 Espanha

o jogo da consolação - Uruguai - Alemanha


Um Uruguai descomplexado e descontraído jogou o jogo pelo jogo aproveitando a oportunidade de poder ficar no pódio tanto tempo depois da ultima vez em que tal aconteceu.
Uma Alemanha tristonha, frustada por não estar no jogo decisivo e com a ausência de alguns jogadores importantes.
Apesar de tudo isto assistiu-se a uma excelente partida de futebol, com oportunidades para ambos os conjuntos sendo que os germânicos, fruto de erros de um demasiado nervoso guarda redes sul-americano, chegam à vantagem no marcador.
Tal como sempre demonstrou, ao longo de todo o torneio, o Uruguai não se deixou abater e beneficiando de algum abrandamento alemão nas marcações e do génio do seu melhor jogador chega ao empate.
Num segundo tempo em que os sul-americanos entraram mais determinados, chegando mesmo à vantagem, num excelente golo de Forlán, desperdiçando algumas oportunidades de golo, mais um erro do nervosíssimo Muslera, deixa-se empatar.
A partir dos 75min de jogo assiste-se a outro jogo. A quebra fisica dos sul-americanos não os deixa sair para o ataque como até aí, a Alemanha toma conta do jogo chegando mesmo à vantagem por Khedira.
Orgulhosos por terem chegado tão longe na prova, quando eles mesmos não acreditavam ser possível, os sul-americanos não conseguiram, apesar do seu grande coração, levar o jogo para prolongamento, tendo no entanto ficado a cm de o fazer, pois no ultimo segundo de jogo, num livre lateral, o seu genial avançado, Forlán, envia a bola à barra.
Ambos os conjuntos abrilhantaram, cada uma à sua maneira, este campeonato do mundo.
Fica o resultado: Uruguai 2 - 3 Alemanha - -Alemanha 3º classificado

7 de julho de 2010

A habilidosa não coerência de critérios

A ideia era falar disto apenas no final do torneio...mas tem sido por demais evidente que, mais do que falar e analisar a introdução de novas tecnologias se deve harmonizar os critérios de arbitragem e acabar de vez com a chamada "regra" do "fica ao critério do arbitro".
E isto porquê? Simples...
As equipas não são sempre arbitradas pelo mesmo arbitro e confrontam-se com critérios tão diferentes que para jogadas semelhantes se vai desde a consideração de falta, amostragem de 2º cartão amarelo e consequente expulsão, à não marcação de qualquer falta mesmo que num lance perto/dentro da área.
O que tem isto de estranho perguntarão?
Não teria nada de estranho se a equipa que sai sempre favorecida desta não coerência de critérios não fosse a sempre a mesma.
Este tipo de situações não tiram o mérito a quem vence...mas que ajuda muito lá isso ajuda...não tenham dúvidas. Senão vejam os seguintes dois exemplos:
 - Espanha - Chile - no momento do 2º golo espanhol o trinco chileno, Marco Estrada, cruzando-se nas costas do avançado espanhol, em corrida, Fernando Torres, toca-lhe, acidentalmente ou não (eu penso que sim) nos pés...o arbitro do jogo, o argentino Marcelo Bielsa, não tem duvidas...considera a acção faltosa e exibe o 2º cartão amarelo ao jogador expulsando-o, deixando a equipa, ainda na 1ª parte a jogar com 10
- Espanha - Alemanha - ainda na 1ª parte, com o jogo empatado a 0, Oeil tenta entrar na área espanhola tendo sido, claramente, atingido no seu pé , não sendo possivel também avaliar a intencionalidade, pelo defesa Sergio Ramos tendo caído na área. Nesta situação o arbitro, o hungaro Viktor Kassai não teve dúvidas e mando o avançado germânico, Oezil, levantar-se.
Como podem ver as situações são em tudo iguais a não ser a equipa a quem deveria ter sido marcada a falta...
São de facto coisas que dão que pensar....de entre muitas outras que ficarão para uma próxima oportunidade....

Meias Finais - Alemanha - Espanha

 
 
Mais do mesmo num jogo onde está a Espanha, posse de bola, troca de posições constantes, o já chamado jogo do "tic-tac", mas sem criar muitas e grandes oportunidades de golo.
A novidade está no facto de "la Roja" ter conseguido anular por completo as transições ofensivas da selecção até agora mais concretizadora, a "mansshaft".
Se tendo a bola não permito ao adversário criar perigo para além de ter maiores possibilidades de atingir o objectivo maior num jogo de futebol, que é marcar golo e consequentemente ganhar, a Espanha coloca em prática de forma quase irrepreensível essa máxima.
Se somarmos a isto a estrelinha de sorte nos momentos mais complicados porque possam passar, assim como a ajuda preciosa e subtil que vão tendo ao longo das partidas está tudo dito: Ganham os jogos e seguem em frente.
Não se pode no entanto tirar o mérito a um grupo que em 4 anos apenas regista duas derrotas...
Fica o resultado: Alemanha 0 - 1 Espanha

6 de julho de 2010

Meias Finais - Uruguai - Holanda


Uma Laranja Mecânica demasiado dependente de Sneijder e Robben consegui marcar primeiro, num excelente golo do capitão de equipa e lateral esquerdo...um excelente golo certamente candidato a melhor golo do mundial.

Apesar de se encontrar em vantagem, ao contrário do que fez no jogo com o Brasil, a Holanda entregou o dominio de jogo que até então tinha ao adversário, que não enjeitou a oportunidade de atacar, criar perigo, chegando mesmo ao empate através de mais um grande golo do seu jogador mais influente Diego Forlán.

Passamos a ter então um jogo dividido, equilibrado com ataques potencialmente perigosos para as duas equipas.

Na segunda parte assistimos a um Uruguai mais personalizado, mais subido no terreno, remetendo a Holanda ao seu meio campo com dificuldades para sair no contra-golpe até que, depois de uma clara oportunidade de golo desperdiçada por Robben, surge o golo de Sneijder. Um golo irregular, por fora de jogo de Van Persie que tem influência clara na acção de Muslera ao tentar com o pé direito chegar à bola rematada pelo colega de equipa e desviada num defesa uruguaio.

Obviamente abalados pelo golo sofrido os sul-americanos desorientaram-se um pouco em campo permitindo a Robben a marcação do 3º golo num excelente remate de cabeça.

Parecia ter acabado ali a discussão do resultado...Puro engano..Eis que a alma uruguaia renasce, parte à conquista da sorte e chega, já em periodo de descontos, ao 2º golo por Maxi Pereira.

Sem baixar os btaços continou o uÚruguai a pressionar a Holanda criando mais um par de situaçãoes de golo para levar a discussão da partida para prolongamento, mais que merecido pela garra dos seus jogadores.

Reclamaram ainda os sul-americanos de duas decisões da equipa de arbitragem: um suposto fora de jogo mal assinalado ao n.º 7 Cavani e um corte com a mão de um jogador holandês fora da área que daria lugar a um livre directo...

Sem querer estar a dizer que o Uruguai foi claramente prejudicado ou que a Holanda não mereceu a passagem à final, não posso deixar de fazer a seguinte reflexão: Porque é que não passaram repetições das jogadas que foram alvo de reclamações por parte dos uruguaios? Como é possível que Van Bommel passe, apesar das sucessivas faltas, algumas delas mais duras e outras a impedir claras jogadas de perigo do adversário, um jogo inteiro, e não foi só este, sem ser admoestado com cartão amarelo? Será que os arbitros não sabem que a lei da vantagem é para ser dada quando a equipa que sofre a falta tira realmente vantagem em ficar com a posse da bola?

Considerações e reflexões à parte fica o resultado: Uruguai 2 - 3 Holanda

4ºs final - Paraguai - Espanha

Uma Espanha fiel a si própria, com excelente qualidade na posse de bola mas com enormes dificuldades para desmontar um adversário bem posicionado tacticamente e forte fisicamente, beneficiou, ainda na primeira parte do erro do auxiliar, que invalidou um golo limpo por pertenço fora de jogo ao avançado paraguaio, Nelson Valdez, não ficando assim em desvantagem no marcador e à mercê do contra-ataque sul-americano.

Um Paraguai que, sem grandes vedetas, se vale do colectivismo e solidariedade dos seus jogadores, sem criar grandes jogadas de ataque e muito menos oportunidades de golo conseguiu adiar o golo do adversário sem grandes sobressaltos.

Nem o minuto louco da 2ª parte, em que foram assinaladas duas grandes penalidades, uma para cada equipa, permitiu a alteração do marcador.

Já com o irrequieto Pedro Rodriguez em campo e beneficiando claramente do cansaço da equipa Guarani, uma investida de Iniesta deixa a defesa paraguaia desconpensada...O espaço para o remate que até então não tinha aparecido, surge para que Pedro remate ao poste com a bola, em mais um bafejo da sorte, a sobrar para o eficientissio David Villa marcar o golo.

Já muito perto do final do jogo e em desvantagem no marcador é de assinalar o querer do Paraguai que carregou no ataque, um pouco em desespero é verdade e que, talvez por isso mesmo, não teve a calma necessária para concretizar as oportunidades que criou.

Fica para a história o resultado: Paraguai 0 - 1 - Espanha

Mas não pode, nem deve, cair no esquecimento do mundo futebolistico a excelente imagem, muito melhor que alguns dos considerados favoritos, deixou neste mundial..

3 de julho de 2010

4ºs de final - Argentina - Alemanha





Uma Argentina composta, indescutívelmente, por jogadores de enormíssima qualidade, demonstrou não ter sistema táctico definido vivendo apenas das suas individualidades avançadas que, sem bola e sem espaços não conseguem sobressair.
Uma Alemanha tacticamente disciplinada, com jogadores que, sem serem brilhantes individualmente, são excelentes jogadores de equipa.
Quando assim é, a vitória da manchasft não pode surpreender.
O colectivismo germânico suplantou-se de forma clara ao conjunto de individualidades da Argentina.
Surpreende o resultado. Talvez demasiado pesado para a vontade de mudar o rumo dos acontecimentos que os jogadores alvi-celestes colocaram em campo.
Mas quando, apesar de se encontrarem em vantagem, os jogadores não se limitam a defender, partindo em busca de mais golos sempre que para tal têm oportunidade e de forma organizada, o avolumar do resultado não estranha ninguém.
Num dia em que tudo correu mal à selecção das pampas e com uma Alemanha perfeita fica o resultado: Argentina 0 - 4 Alemanha.

4ºs final - Uruguai - Gana

Um Uruguai que se viu privado desde inicio de um dos centrais da equipa e que aos 38min se viu, por lesão, privado do seu capitão, vendo assim alterado o eixo central da defesa, sentiu grandes dificuldades em manter o seu estilo de jogo: pressão alta com a equipa compacta, reduzindo os espaços para o adversário jogar, recuperar a bola subida em campo para depois aproveitar a qualidade técnica dos seus avançados - Suárez e Forlan.

A equipa africana, inexperiente nestas andanças, aproveito essa alteração na forma de jogar do adversário, para se motivar, subindo no campo, pressionando o adversário, impondo a sua capacidade física e chegando, sem grandes surpresas, ao golo ainda na primeira parte.O querer e a raça dos sul-americanos, junto com uma má colocação do guarda redes africano e a qualidade técnica do Forlan resultou num empate merecido.Daí até final o jogo foi repartido, com ocasiões de golo para ambas as equipas. Com o aproximar do final do jogo o receio de perder superou a vontade de ganhar e não foi de estranhar quando chegou o prolongamento.

Durante a meia hora suplementar nada de novo se viu...jogo aguerrido, bem disputado, com ambas as equipas a querer ganhar mas com muito medo de perder...até ao minuto 120', altura em que impondo a maior força física, a equipa africana pressionou fortemente, dispôs de 2 claras oportunidades de golo, ambas negadas pelo avançado uruguaio, Luis Suáres, a 2ª das quais de forma irregular - corta a bola com a mão - o que levou à sua expulsão e à marcação de grande penalidade.

A responsabilidade de converter em golo e fazer história, colocando pela primeira vez uma equipa africana nas meias-finais, recaiu sobre o avançado ganês. Não foi capaz de tornar o sonho realidade, rematando à barra, disperdiçando a oportunidade

.Foi a ultima jogada do jogo... Eis que o tão temido desempate por grandes penalidade surgiu...Nesse momento foram mais fortes psicológicamente os sul-americanos, muito mais habituados a estas andanças.

Fica a excelente imagem dada por uma equipa africana quando o campeonato do mundo se joga em África. Dignos vencidos, que em muito dignificaram o seu país e o seu continente...demonstrando que o trabalho de base, nos escalões de formação, quando é feito com qualidade, dá os seus frutos.

Fica o resultado num jogo intenso, nem sempre bem jogado, mas emotivo até ao fim.Depois de um empate a uma bola no final dos 90 minutos, resultado que se manteve no final do prolongamento, venceu o Uruguai marcando 4 grandes penalidades contra as 2 marcadas pelos africanos.

Uruguai 1 - 1 Gana - final dos 90 + 30min Uruguai 4 - 2 Gana - desempate por grandes penalidades.

2 de julho de 2010

4ºs de Final - Holanda - Brasil



Perante o principal candidato ao titulo a "Laranja Mecânica" demonstrou que é preciso, em campo, justificar o favoritismo.
Numa primeira parte em que o "Escrete" Canarinho teve o controlo do jogo, o golo surgiu cedo levando Dunga a fazer recuar as linhas, para que o Brasil passasse a jogar em contenção. Esqueceu-se no entanto das grandes potencialidades do ataque holandês.
O volte face previa-se...Teve inicio com um auto - golo do Filipe Melo que teve o condão de motivar ainda mais a Holanda. Depois, numa distracção defensiva do Brasil, a reviravolta foi consumada pelo jogador mais baixo em campo, Sneijder, num golpe de cabeça em plena pequena área canarinha. Estávamos no minuto 68.
A partir daí o Brasil carregou...com mais coração que cabeça...com alguns jogadores desnorteados.
Outro momento do jogo foi a expulsão de Filipe Melo que deitou por terra qualquer tentativa de o Brasil reentrar no jogo.
A jogar com 10, contra uma equipa que, apesar de estar na frente do marcador, não recuou no campo, mantendo sempre uma atitude de ataque, o Brasil nunca mais se encontrou.
Fica para a história o resultado (2-1 para a Holanda), mas ficará na memória de todos os que viram o jogo a grande exibição da Holanda que, com um pouco mais de calma, poderia ter feito um resultado para a historia, tantas foram as oportunidades claras de golo no decorrer da 2ª parte.