Admito que me desleixei um pouco com este blogue, mas a desilusão sentida com a nossa eliminação, perante uma alemanha cínica, fez com que não tivesse grande vontade de escrever sobre uma prova, se não viciada, inclinada à partida para um resultado.
Mas agora que se fez justiça estou de volta.
Num jogo tenso entre duas equipas desiguais no que à experiência, com vantagem para a manchsaftt, e à técnica, com nuestros hermanos em grande plano, diz respeito, os nervos iniciais impediram-nos de ver bom futebol.
Se nos primeiros minutos, 15 mais propriamente, a Alemanha dominou o jogo, embora sem criar grandes oportunidades de golo, depois de um remate de "El niño" de cabeça ao poste da baliza de Lehman eis que a Espanha acorda para uma exibição sem mácula!
Tacticamente bem posicionados, quer a nível ofensivo quer a nível defensivo, com um irriquieto Fernando Torres exemplarmente bem sevido pelos médios espanhois, Xavi e Iniesta, e um sóbrio Marcus Senna na manutenção do equilibrio da equipa a Espanha chegou, sem surpresa, à vantagem no marcador. Com a tranquilidade dada pelo golo marcado os espanhois começaram a fazer o que de melhor sabem - trocar a bola, guardando-a dos alemães.
No inicio da 2ª parte, com as alterações introduzidas pelo seleccionador alemão, principalmente com passagem para um 4x4x2, com a entrada de Kuramy, a equipa espanhola passou por alguns sobressaltos, com a selecção alemã, mais em força que em qualidade, que diga-se em abono da verdade nunca teve, foi colocando à prova a defesa espanhola. Passado o efeito surpresa e com 3 oportunidades claras de golo criadas em 3 minutos, a Espanha como que se reequilibrou em campo não dando mais qualquer veleidade aos seus adversários.
O mais impressionante foi ver a fragilidade mental dos jogadores alemães, conhecidos pela sua frieza, que demonstraram uma total incapacidade, mental, técnica e inesperadamente física para dar a volta aos acontecimentos.
Sem nunca terem sido considerados como candidatos à vitória no torneio, nem mesmo pelos espanhois, mas realizando, ao longo dos 6 jogos, excelentes exibições, a Espanha sagrou-se, 24 anos depois, campeão europeia de futebol.
Ao contrario do acontecido no anterior torneio, desta feita estamos perante um incontestável vencedor. Nada a dizer quando a Campeã é a selecção que tem o melhor ataque (12 golos), a melhor defesa (3 golos), o melhor marcador (David Villa - 4 golos), nunca perdeu um jogo, tendo vencido 5 e empatado 1.
Quando assim é..... Parabéns aos VENCEDORES!!
Desta feita o que aconteceu foi "onze contra onze e não ganhou a alemanha!"
29 de junho de 2008
19 de junho de 2008
Euro 2008 - Portugal - Alemanha
Uma surpreendente alemanha, tanto a nível físico assim como e principalmente a nível táctico, baralhou, nos primeiros 20minutos de jogo, por completo uma selecção portuguesa surpreendentemente um pouco perdida em campo e cansada.
Depois do choque inicial e com um Deco insuperável ao leme da equipa portugal conseguiu equilibrar o jogo podendo até ter chegado à vantagem.
A frieza alemã em conjunto com uma típica "maciez" defensiva portuguesa fizeram com que a alemanha chegasse à vantagem.
A partir daqui tudo ficou mais dificil, passando mesmo a impossível após a "paragem" colectiva que deu lugar ao 2º golo adversário num espaço de 4 minutos.
Quando é que será que aprendemos, tal como scolari disse, a "matar" as jogadas logo no início.
Melhor jogador em campo? DECO
Pior jogador nacional? Ricardo (mais uma vez demonstrou que não merece ser o titular da nossa baliza) e Bosingwa (tacticamente muito perdido)
Lição a tirar? Se continuarmos assim pode ser que um dia destes lá cheguemos.
Um pequeno à parte.... para a uefa continuamos a ser muito pequeninos.... é inadmissível a complacência do arbitro para as "paragens" de jogo que os alemães provocavam.
FORÇA PORTUGAL PARA SEMPRE PORTUGAL
Depois do choque inicial e com um Deco insuperável ao leme da equipa portugal conseguiu equilibrar o jogo podendo até ter chegado à vantagem.
A frieza alemã em conjunto com uma típica "maciez" defensiva portuguesa fizeram com que a alemanha chegasse à vantagem.
A partir daqui tudo ficou mais dificil, passando mesmo a impossível após a "paragem" colectiva que deu lugar ao 2º golo adversário num espaço de 4 minutos.
Quando é que será que aprendemos, tal como scolari disse, a "matar" as jogadas logo no início.
Melhor jogador em campo? DECO
Pior jogador nacional? Ricardo (mais uma vez demonstrou que não merece ser o titular da nossa baliza) e Bosingwa (tacticamente muito perdido)
Lição a tirar? Se continuarmos assim pode ser que um dia destes lá cheguemos.
Um pequeno à parte.... para a uefa continuamos a ser muito pequeninos.... é inadmissível a complacência do arbitro para as "paragens" de jogo que os alemães provocavam.
FORÇA PORTUGAL PARA SEMPRE PORTUGAL
Euro 2008 - Será que errar é humano?
Se facilmente podemos aceitar que na suiça e na aústria se encontram presentes os melhores arbitros europeus do momento.
Se conseguimos, mesmo com algum esforço, aceitar alguns erros de arbitragem, com base na explicação "os arbitos não têm as repetições.... a decisão tem que ser tomada no momento" é no entanto complicado compreender como é que um organismo supostamente isento, consegue decisões tão diferentes sobre casos iguais e depois de ter acesso a tudo e mais alguma coisa assim como tempo, para melhor poder decidir.
Como é que poderá a uefa justificar a diferença de castigo dado para casos iguais? Bastien Scheweinsteiger foi, quanto a mim em exagero, expulso, com vermelho directo, por ter empurrado um jogador adversário. Desde que me lembro de acompanhar estes eventos futebolísticos que assisto a castigos de 2 jogos (no mínimo) para situações punidas com vermelho directo. Ora de forma surpreendente, ou talvez não, a uefa decidiu punir o referido jogador com apenas 1 jogo de castigo!
"Entendeu que a situação foi exageradamente punida" dirão uns; "Talvez tenham mudado os regulamentos" pensarão outros... Qualquer uma das situações é plausível sem dúvida.
A questão surge quando Volkan Demireli comete o mesmo erro, empurra o seu adversário, e vê também o vermelho directo. "Vai ter um jogo de castigo"; "A situação é igual à do outro jogador".... Espantem-se .... A uefa presenteou-o com 2 (dois) jogos de castigo.... Onde estará a diferença?... Um é alemão (o 1º) o outro é turco....
Será que este "erro" é humano?
Se conseguimos, mesmo com algum esforço, aceitar alguns erros de arbitragem, com base na explicação "os arbitos não têm as repetições.... a decisão tem que ser tomada no momento" é no entanto complicado compreender como é que um organismo supostamente isento, consegue decisões tão diferentes sobre casos iguais e depois de ter acesso a tudo e mais alguma coisa assim como tempo, para melhor poder decidir.
Como é que poderá a uefa justificar a diferença de castigo dado para casos iguais? Bastien Scheweinsteiger foi, quanto a mim em exagero, expulso, com vermelho directo, por ter empurrado um jogador adversário. Desde que me lembro de acompanhar estes eventos futebolísticos que assisto a castigos de 2 jogos (no mínimo) para situações punidas com vermelho directo. Ora de forma surpreendente, ou talvez não, a uefa decidiu punir o referido jogador com apenas 1 jogo de castigo!
"Entendeu que a situação foi exageradamente punida" dirão uns; "Talvez tenham mudado os regulamentos" pensarão outros... Qualquer uma das situações é plausível sem dúvida.
A questão surge quando Volkan Demireli comete o mesmo erro, empurra o seu adversário, e vê também o vermelho directo. "Vai ter um jogo de castigo"; "A situação é igual à do outro jogador".... Espantem-se .... A uefa presenteou-o com 2 (dois) jogos de castigo.... Onde estará a diferença?... Um é alemão (o 1º) o outro é turco....
Será que este "erro" é humano?
Euro 2008 - 3ª jornada
Grupo A -
Já com tudo decidido quanto à qualificação Portugal entrou em campo com a chamada "2ª equipa" contra uma Suíça com vontade de fazer história e se despedir dos seus adeptos com uma vitória. O resultado no final da partida apenas demonstrou que para se ganhar um jogo é necessário o contributo de todos (tal como fizeram os suíços) e que apesar de ser um conjunto de bons jogadores, os que entraram em campo por Portugal dificilmente formarão uma equipa enquanto pensarem primeiro neles próprios e só depois na equipa.
Seria "engraçado" se este jogo tivesse ficado empatado, seria necessário recorrer ao desempate por marcação de penalties, mas desde o inicio do jogo se viu que dificilmente tal iria suceder. Uma Rep. Checa com vontade de ganhar o jogo, mas que cometeu o erro de "descansar" sobre a vantagem conseguida, desprezando a força do "querer da Turquia". Se a este facto somarmos o azar de um dos melhores guarda-redes do mundo, conseguimos encontrar explicação para a fantástica reviravolta do marcador. Os jogos são para ser jogados intensamente até ao fim, deve ter sido a grande lição que a Rep Checa aprendeu, pois a derrota ditou-lhe o afastamento quando o tinha na mão.
1º Portugal - 6 pts ; 2º Turquia - 6 pts; 3º Suiça - 3 pts; 4º Rep Checa - 3 pts
Grupo B -
Uma Croácia também a descansar os titulares demonstrou, perante uma Polónia ainda com aspirações, que os 23 jogadores convocados formam verdadeiramente uma equipa e que o seu apuramento para esta fase final à frente da Inglaterra não foi obra do acaso, ao contrário do seu adversário que nunca conseguiu demonstrar o porquê de se ter qualificado à frente da selecção vice-campeã em 2004. O cansaço dos jogadores não consegue justificar tanta falta de imaginação. É que jogar em ataque continuado é bem mais complicado que o estilo de contra ataque típico desta equipa.
A fortíssima Alemanha viu-se, inesperadamente, a necessitar de pontuar no último jogo, frente a uma Aústria que, apesar de tecnicamente ser a selecção mais fraca, é em força de vontade a grande campeã. A sobranceria alemã podia, e deveria, ter-lhe causado grandes dissabores. Valeu-lhe a capacidade técnica do seu grande centro-campista (Michael Ballak).
1ºCroácia - 9 pts; 2º - Alemanha - 6 pts; 3º Aústria - 1 pto; 4º - Polónia - 1pto
Grupo C-
Já com o apuramento garantido, também a Holanda fez descansar os "titulares" mas nada de diferente se viu... Uma Roménia que precisava de ganhar para se apurar mostrou a incapacidade ofensiva assim como uma instabilidade defensiva apenas justificada perante a qualidade de ataque da Holanda. Um jogo de futebol é bem mais que Adrien Mutu + 10....
A reedição da final do campeonato de 2006, Itália-França, foi uma vez mais adulterada pela expulsão de um jogador francês. Este facto alterou, ou não nunca se saberá, os factos, ainda para mais que teve como consequência directa o 1º golo italiano. Inexplicavelmente a selecção transalpina limitou-se a defender o resultado correndo riscos desnecessários que apenas não foram maiores em virtude da "velhice" da selecção francesa. É que se por vezes a idade (experiência) é uma vantagem, quando as forças são bastante equiparadas, é de certo uma desvantagem. Agora é caso para dizer.... Cuidado que parece que a Itália ainda não "morreu"!!
1º Holanda - 9 pts; 2º Itália - 4 pts; 3º Roménia - 2 pts; 4º França - 1pto
Grupo D -
Uma Espanha de reserva foi mais que suficiente para que a campeã em título, Grécia, voltasse para casa com 0pts, sendo desta forma duramente castigada pela sua postura em campo. O anti-jogo nem sempre compensa. Mais uma vez a selecção espanhola demonstrou que é preciso contar com ela para a decisão final deste campeonato.
Uma Rússia que parece ter renascido das cinzas, e aparentemente a "meio-gás" foi mais que suficiente para levar de vencida uma Suécia sem ideias e a viver dos rasgos do lesionado Ibrahimovic. Parabéns à Rússia pelo seu inédito apuramento para a fase seguinte.
1º Espanha - 9pts; 2º Rússia - 6pts; 3º Suécia - 3pts; 4º Grécia - 0pts
Já com tudo decidido quanto à qualificação Portugal entrou em campo com a chamada "2ª equipa" contra uma Suíça com vontade de fazer história e se despedir dos seus adeptos com uma vitória. O resultado no final da partida apenas demonstrou que para se ganhar um jogo é necessário o contributo de todos (tal como fizeram os suíços) e que apesar de ser um conjunto de bons jogadores, os que entraram em campo por Portugal dificilmente formarão uma equipa enquanto pensarem primeiro neles próprios e só depois na equipa.
Seria "engraçado" se este jogo tivesse ficado empatado, seria necessário recorrer ao desempate por marcação de penalties, mas desde o inicio do jogo se viu que dificilmente tal iria suceder. Uma Rep. Checa com vontade de ganhar o jogo, mas que cometeu o erro de "descansar" sobre a vantagem conseguida, desprezando a força do "querer da Turquia". Se a este facto somarmos o azar de um dos melhores guarda-redes do mundo, conseguimos encontrar explicação para a fantástica reviravolta do marcador. Os jogos são para ser jogados intensamente até ao fim, deve ter sido a grande lição que a Rep Checa aprendeu, pois a derrota ditou-lhe o afastamento quando o tinha na mão.
1º Portugal - 6 pts ; 2º Turquia - 6 pts; 3º Suiça - 3 pts; 4º Rep Checa - 3 pts
Grupo B -
Uma Croácia também a descansar os titulares demonstrou, perante uma Polónia ainda com aspirações, que os 23 jogadores convocados formam verdadeiramente uma equipa e que o seu apuramento para esta fase final à frente da Inglaterra não foi obra do acaso, ao contrário do seu adversário que nunca conseguiu demonstrar o porquê de se ter qualificado à frente da selecção vice-campeã em 2004. O cansaço dos jogadores não consegue justificar tanta falta de imaginação. É que jogar em ataque continuado é bem mais complicado que o estilo de contra ataque típico desta equipa.
A fortíssima Alemanha viu-se, inesperadamente, a necessitar de pontuar no último jogo, frente a uma Aústria que, apesar de tecnicamente ser a selecção mais fraca, é em força de vontade a grande campeã. A sobranceria alemã podia, e deveria, ter-lhe causado grandes dissabores. Valeu-lhe a capacidade técnica do seu grande centro-campista (Michael Ballak).
1ºCroácia - 9 pts; 2º - Alemanha - 6 pts; 3º Aústria - 1 pto; 4º - Polónia - 1pto
Grupo C-
Já com o apuramento garantido, também a Holanda fez descansar os "titulares" mas nada de diferente se viu... Uma Roménia que precisava de ganhar para se apurar mostrou a incapacidade ofensiva assim como uma instabilidade defensiva apenas justificada perante a qualidade de ataque da Holanda. Um jogo de futebol é bem mais que Adrien Mutu + 10....
A reedição da final do campeonato de 2006, Itália-França, foi uma vez mais adulterada pela expulsão de um jogador francês. Este facto alterou, ou não nunca se saberá, os factos, ainda para mais que teve como consequência directa o 1º golo italiano. Inexplicavelmente a selecção transalpina limitou-se a defender o resultado correndo riscos desnecessários que apenas não foram maiores em virtude da "velhice" da selecção francesa. É que se por vezes a idade (experiência) é uma vantagem, quando as forças são bastante equiparadas, é de certo uma desvantagem. Agora é caso para dizer.... Cuidado que parece que a Itália ainda não "morreu"!!
1º Holanda - 9 pts; 2º Itália - 4 pts; 3º Roménia - 2 pts; 4º França - 1pto
Grupo D -
Uma Espanha de reserva foi mais que suficiente para que a campeã em título, Grécia, voltasse para casa com 0pts, sendo desta forma duramente castigada pela sua postura em campo. O anti-jogo nem sempre compensa. Mais uma vez a selecção espanhola demonstrou que é preciso contar com ela para a decisão final deste campeonato.
Uma Rússia que parece ter renascido das cinzas, e aparentemente a "meio-gás" foi mais que suficiente para levar de vencida uma Suécia sem ideias e a viver dos rasgos do lesionado Ibrahimovic. Parabéns à Rússia pelo seu inédito apuramento para a fase seguinte.
1º Espanha - 9pts; 2º Rússia - 6pts; 3º Suécia - 3pts; 4º Grécia - 0pts
18 de junho de 2008

Euro 2008 - 2ª Jornada
Já com a ultima jornada a chegar ao fim, aqui fica a análise ao que se passou na 2ª jornada deste campeonato da europa
Grupo A -
Mantendo uma consistência e constância inesperada, a selecção de Portugal conseguiu o seu 1º objectivo... A qualificação para os 4ºs de final. A realçar na sua vitória contra a Rep Checa o facto de mostrar uma frescura física, que para final de época, é extraordinária. Quanto à selecção Checa apenas se pode dizer que com jogadores com qualidade técnica e com um resultado adverso, apostar exclusivamente no jogo aéreo, para tirar partido da altura dos seus jogadores, é muito pouco.
A selecção suiça mostrou, mais uma vez, que têm no seu grupo alguns jogadores bastante interessantes, e que muitas vezes, a falta de qualidade pode, e deve, ser compensada pela vontade em fazer e atingir algo de grande montra. Por vezes isto não basta, e mais uma sorte a equipa não teve a sorte que procurou e bem merecia. Pode ser que o futuro lhes seja mais risonho. A selecção Turca, bafejada pela sorte, lá conseguiu o resultado que lhe permite continuar a sonhar.
Grupo B -
Perante uma Alemanha que se tinha mostrado muito forte, mas que achou que são os nomes quem ganha os jogos, a croácia, fisicamente impressionante, mostrou como é que se joga perante equipas teoricamente mais fortes. Mostrou que é no campo que se prova essa superioridade. Mereceu a vitoria e demonstrou que apesar de não lhe darem muita importância pode vir a ser a grande surpresa deste europeu.
Uma polónia a surpreender pela negativa e apática em campo, só devido à inexperiencia dos avançados austríacos é que não foi severamente castigada nos primeiros 30m de jogo. Como se diz em futebol "quem não marca arrisca-se a sofrer" a polónia marcou, com um golo caído do céu.... A Austria não desanimou e teve o prémio mais que merecido já no final do encontro.
De realçar que nem o facto de o golo polaco ter sido mal validado, uma vez que o jogador guerreiro se encontrava na posição de fora de jogo aquando do passe do seu colega, desanimou os austriacos.
Grupo C-
Depois da exibição e vitoria categóricas da holanda frente à itália, eram naturais as grandes expectativas em relação à "laranja mecânica" assim como os receios dos franceses. Ao contrario do primeiro encontro, a holanda passou por alguns sobressaltos, foi protegida pela sorte, mas soube, mais uma vez, demonstrar em campo que o feutebol é um jogo colectivo. A vitória é indescutível, os seus números exagerados. À frança, quanto a mim, resta mudar de treinador, já que o Domenech jamais mudará de estilo. Ainda não percebeu que a má educação já não intimida ninguém.
Depois de ter sido desvastada a nível defensivo perante a holanda e perante uma roménia que demonstrou bastante rigor defensivo a itália lá se recompôs do desaire e assumiu o jogo e teve em Del Piero (grande jogador) o cérebro capaz de fazer funcionar o seu ataque. Com um Pannucci de muito melhor qualidade que o "agressivo" Materazzi os equilibrios defensivos lá foram conseguidos. O empate resulta da ineficácia transalpina conjugada com a qualidade do melhor jogador turco... Adrien Mutu. No Grupo da "morte" inesperadamente a holanda tem o seu lugar nos 4ºs finais assegurado.
Grupo D-
Uma Espanha solta nos seus movimentos, motivada pela goleada imposta à Rússia, venceu já nos descontos e apesar de ter tido as melhores (e em maior quantidade) oportunidades de golo, uma suécia demasiado dependente das suas estrelas maiores Ibrahimovic e Larson. Com esta vitoria juntamente com a derrota da Grécia a espanha atingiu o apuramento que lhe escapou em 2004.
Após uma derrota e principalmente uma exibição desastrosa, a campeã europeia em título, Grécia, precisava ganhar a uma rússia que muito pouco ou nada tinha demonstrado no 1º jogo. Como o jogo grego se manteve defensivo o castigo foi a eliminação do europeu. Bem apenas esteve o seu seleccionador no final do jogo "milagres só de 30 em 30 anos" Compreende-se então a eliminação... é que o ultimo milagre grego tinha aocntecido há apenas 4 anos.
12 de junho de 2008
A 1ª jornada

Com uns dias de atraso, mas como mais vale tarde que nunca, aqui fica a análise à 1ª jornada da fase de grupos do europeu de 2008.
Grupo A -
A Suíça, equipa anfitriã, com a suas limitações colocou grandes problemas a uma Rep. Checa demasiado confiante que mais cedo ou mais tarde o golo e a consequente vitória chegariam.... Felizmente, dirão os Checos, assim foi... O que mais surpreendeu foi o cansaço demonstrado pela equipa Checa.
Perante uma Turquia à espreita mas com algum receio do que um Portugal, capaz do melhor e do pior, iria fazer, Portugal apresentou-se com uma surpreendente frescura física e mental, com uma surpreendente capacidade para dominar totalmente o jogo.
Grupo B -
Perante uma inexperiente nestas andanças equipa Austríaca, a Croácia apresentou-se confrangedoramente cansada sendo que o que lhe valeu foi precisamente a inexperiência do adversário. Á Áustria uma palavra de apreço pela força de vontade que demonstrou.
Uma Alemanha eterna candidata apresentou-se tacticamente muito bem perante uma Polónia que desiludiu depois da imagem deixada na fase de apuramento onde demonstrou grande rigor táctico.
Grupo C-
No chamado grupo da morte a Roménia, equipa "mais fraca" mostrou perante uma França, presa de movimentos de ruptura, que com concentração, disciplina e alguma capacidade técnica é possível colocar a "nu" algumas limitações da "poderosa" França.
A campeã mundial Itália não consegui superar em campo a ausência do seu capitão e central Fábio Canavarro, demonstrando frente a uma Holanda tacticamente "EXEMPLAR" fragilidades defensivas raramente postas em evidência. Para Agravar a situação a Holanda contou com uma excelência de todos os seus jogadores. Van Basten está de parabéns pois finalmente consegui, com a ajuda dos seus jogadores, fazer o que toda a gente tenta há anos: maneatar de força excelente (com Rafael Van Der Vaart) o organizador de jogo utaliano (Andrea Pilro). Assim, como já toda a gente o sabia, tudo se torna mais fácil frente à poderosíssima ITÁLIA
Com tantos excelentes jogadores em campo de parte a parte, com a excelência táctica do jogo este é o melhor jogo da 1ª jornada.
Grupo D -
Frente a uma Rússia confrangedoramente apática, lenta e com pouca capacidade de mudar as coisas, Nuestros Hermanos limitaram-se a desfrutar das facilidades concedidas e beneficiar da capacidade técnica de todos os seus jogadores. Tudo isto somado a um David Villa imparável só poderia resultar numa goleada.
Frente a uma Grécia (campeã em título) no seu modo habitual de jogar (ou de "não jogar) a Suécia beneficiou da "frieza" e "calculismo" dos seus jogadores para que não se expusesse aos lançamentos em profundidade dos gregos explorando a apatia por eles criada no jogo. O pior jogo da 1ª jornada e sério candidato ao pior jogo do Euro.
Mais uns dias e já teremos a análise à 2ª jornada .....
11 de maio de 2008
As minhas escolhas VS escolhas de SCOLARI (euro 2008)
A algumas horas apenas da divulgação da lista de convocados para o euro 2008, e correndo o risco de errar aqui deixo a minha lista de convocados, ou seja os jogadores que eu levaria ao euro 2008, caso, claro está, estivesse eu no papel de seleccionador nacional.
- Quim (SLB); Rui Patricio (SCP); Eduardo (V.Setubal)
- Miguel (Valência); P. Ferreira (Chelsea)
- R. Carvalho (Chelsea); Pepe (Real Madrid); B. Alves (FCP); F. Meira (Estugarda)
- Marco Caneira (Valência); Jorge Ribeiro (Boavista)
- Petit (SLB); Maniche (Inter Milão); João Moutinho (SCP); Miguel Veloso (SCP); Simão Sabrosa (Atelético Madrid); Deco (Barcelona); Nani (Manchester United); Cristiano Ronaldo (Manchester United); Ricardo Quaresma (FCP);
- Nuno Gomes (SLB); Hugo Almeida (Werder Bremen); Helder Postiga (Panathinaikos)
As justificações? Fáceis....
No que aos guarda-redes diz respeito Rui Patrício trata-se de uma revelação segura pelo que merece o prémio de pertencer ao lote dos convocados. Quim e Eduardo são apenas os melhores guarda-redes nacionais no presente momento, ou seja, durante toda a época.
Em relação aos defesas tirando Jorge Ribeiro cuja presença se justifica por ser o um dos dois esquerdinos no lote dos 23 e que pode fazer qualquer lugar no lado esquerdo, todas as outras opções são de justificações mais que conhecidas.
Vamos agora falar dos médios (ofensivos e defensivos) mais propriamente das "novidades". João Moutinho, o jogador mais regular do nosso campeonato, um valor seguro que tacticamente é exemplar dando garantias em qualquer lugar do meio campo e em qualquer modelo tactico. Miguel Veloso - o outro esquerdino do lote dos 23, dá garantias em várias posições (trinco, lateral esquerdo, médio esquerdo, central).
No que aos avançados diz respeito talvez a única opção que tenha que ser justificada, principalmente devido à má época que fez, é o Nuno Gomes. Trata-se tão só e apenas do avançado puro (e reforço a palavra avançado, pois não se trata de um ponta de lança) mais inteligente, tecnicamente mas evoluído e com capacidade física e mental para se sacrificar em favor da equipa quando tal seja necessário.
Quanto ao modelo do jogo, esse variaria sempre em função dos jogadores disponíveis e do advsersário, mas adoptar entre outros o chamado "losangulo" não seria de todos descabído, ou então arquitectar a equipa por forma a dar mais liberdade ao Cristiano (à semelhança do que faz o manchester), mas claro que para tal, todos os outros que estiverem em campo têm que se esforçar mais em termos defensivos. Isso treina-se, mas falta saber se os nossos avançados estão preparados para isso.
Vamos agora às escolhas que eu acho que o scolari vai fazer, tentando eu também encontrar a explicação para elas.
- Ricardo (Bétis) - Já revelou que ia ser convocado e pronto!!; Quim (SLB); Rui Patricio (SCP) - Tem por hábito premiar jovens com presenças nas fases finais, aproveitando para tal o facto de poder levar 3 guarda redes.
- Miguel (Valência); P. Ferreira (Chelsea); Bosingwa (FCP) - está em excelente forma sem dúvida e porque o Paulo Ferreira dá garantias tanto à direita como à esquerda.
- R. Carvalho (Chelsea)- o melhor central português no momento; Pepe (Real Madrid) - apesar de naturalizado (situação em relação à qual tenho uma opinião muito propria mas que fica para uma proxima oportunidade) encontra-se em excelente forma e é sem dúvida um excelente jogador; B. Alves (FCP) - a sua forma justifica a sua presença; F. Meira (Estugarda) - grande capacidade de adaptação a diversos lugares
- Marco Caneira (Valência); - a mesma jsutificação que a do Bruno Alves permitindo assim maior segurança na escolha do Bosingwa
- Petit (SLB)- experiencia apesar da não tão boa época; o tempo de estágio pode-lhe permitir recuperar a forma; ; Maniche (Inter Milão); João Moutinho (SCP) - a inteligência de jogo, a constância de nível exibicional; Miguel Veloso (SCP)- excelente qualidade técnica e capacidade de ocupar diversos lugares em campo; Simão Sabrosa (Atelético Madrid) - se as qualidades técnicas não bastassem para justificar a escolha, o equilibrio táctico que garante à equipa quando está em jogo (apesar de tal lhe retiar alguma liberdade e brilhantismo) justifica de certeza a escolha para os 23 assim como para a maior parte dos 11 que entrarão em campo; Deco (Barcelona); Nani (Manchester United); Cristiano Ronaldo (Manchester United); Ricardo Quaresma (FCP);
- Nuno Gomes (SLB); Hugo Almeida (Werder Bremen); Helder Postiga (Panathinaikos)
Amanhã perto da hora de almoço saberemos se acertei e caso não tenha acertado nem nas escolhas do scolari, quais as novidades que ele irá apresentar....
De qualquer modo não importa quem ele convoque... serão sempre os NOSSOS jogadores a jogar pela NOSSA selecção e este deveria ser o pensamento de TODOS os portugueses.
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