13 de junho de 2021

Euro 2020 - Jogo 2 - 1 Jorn - GRUPO A

 



Num jogo onde a supremacia foi repartida, sem nunca haver total domínio por parte de nenhuma das equipas, foi a organização defensiva a matriz de jogo. 
Das individualidades em campo Embaló, foi talvez quem se mostrou mais inconformado.




Euro 2020 - Jogo 3 - 1 Jorn - GRUPO B

                                             


Numa primeira parte totalmente dominada pela Dinamarca, com várias oportunidades de golo, tudo perde importância após o minuto 41, quando ERIKSEN cai inanimado no chão. 
Retomado o jogo, segundo consta a pedido do próprio, vimos uma réplica da primeira parte... Dinamarca dominadora, criando oportunidades de golo, com uma diferença para os 1ºs 45 mins: A Finlândia rematou à baliza, uma única vez, e consegui o golo. 
Muito provavelmente devido ao estado de espirito que viviam, após o drama no final da 1ª parte, os dinamarqueses não foram capazes de inverter a situação, desperdiçando mesmo uma grande penalidade (quanto a mim inexistente).

Momento do jogo: 41 - Eriksen cai inanimado 

Melhor em campo: Fair Play da Finlândia e de todos os adeptos. De facto nada é mais importante que a vida!!!!

 

12 de junho de 2021

Euro 2020 - Jogo 1 - 1 Jorn - GRUPO A




Num encontro entre uma equipa que, na fase de apuramento, com apenas 3 golos sofridos, fez da organização defensiva um ponto forte, e uma Itália que capitalizou por vitória todos os jogos da fase da apuramento sendo uma das mais concretizadoras, prevaleceu a experiência competitiva dos transalpinos.

Se durante a primeira parte a Turquia ainda consegui dificultar a fase ofensiva do adversário, o 0-0 que se registava ao intervalo deve-se à ineficácia dos atacantes italianos, que nunca tiveram preocupações defensivas: nos primeiros 45mins a equipa turca não fez qualquer remate à baliza.

Numa tentativa de dar capacidade ofensiva à sua equipa, Şenol Güneş, troca de avançados colocando em campo Cengiz Ünder para o lugar de Yusuf Yazıcır, jogador mais veloz e de profundidade. Ao mesmo tempo, e para melhor explorar o espaço na direita oferecido pela organização defensiva dos turcos, Roberto Mancini, muda os seus laterais trocando Alessandro Florenzi por Di Lorenzo. 

Apesar da alteração introduzida pelo seleccionador turco, a matriz de jogo não se alterou: Itália dominadora e uma Turquia incapaz de ter bola. O golo transalpino, que desde o inicio se adivinhava, surge finalmente aos 52min, 1min após o primeiro, e único, remate da Turquia em 90min, através do autogolo de Demiral

Não conseguindo a Turquia reagir à desvantagem, mesmo com as alterações efectudas, a Itália continuou a dominar o jogo, a criar oportunidades de golo, não surpreendendo o avolumar do resultado.

Melhor em campo: SPINAZOLLA 

Momento do jogo: 52' - auto golo DEMIRAL


11 de junho de 2021

Euro 2020 - Os Grupos

 





Considerando o estatuto das equipas, mesmo sabendo que não é o estatuto que vence os jogos, podemos esperar duas lutas a dois... Itália e Suiça para o 1º e 2º lugar, Turquia e Pais de Gales para a segunda parte da tabela... 






Estaremos na presença do 1 + 3? Bélgica a confirmar a posição de líder do ranking mundial e as restantes equipas a lutar por não ser eliminadas no final da fase de grupos?



Será a Macedónia do Norte capaz de uma surpresa na sua primeira participação numa fase final de uma grande competição? Ou estaremos na presença de 1 + 2 + 1, isto é, Países Baixos candidatos únicos a vencer o grupo, a selecção estreante eliminada, enquanto Ucrânia e Aústria lutam pela 2ª posição?



Finalista do último mundial, recheada de valores, aproveitará a Croácia esta oportunidade para se confirmar como uma das selecções de topo, a nível europeu? Uma renovada Inglaterra conseguirá reclamar para si o estatuto de outrora? Poderá a Escócia surpreender?




Sem grandes discussões a consistente, no que a estilo de jogo diz respeito, Espanha terá passadeira estendida para o 1º lugar no grupo. A luta pela fuga à eliminação nesta fase far-se-á a 3, com a Polónia em vantagem, pela qualidade e experiência dos seus jogadores e com um seleccionador a querer justificar a contratação.


No chamado "grupo da morte" o papel principal para a classificação final cabe à Hungria, pois como "outsider" pode em muito influenciar as contas... Os embates da primeira jornada, na qual dois dos principais favoritos se defrontam, em muito poderão ditar a sorte de cada um...







 







10 de junho de 2021

EURO 2020 - Participantes / Calendário


Após um ano espera eis que começa já amanhã o tão desejado campeonato da Europa 2020.
Os dias de hoje são incertos tal como o futuro, mas no que diz respeito aos candidatos a tradição ainda é o que era.
França (actual campeã do mundo) e Alemanha perfilam-se como os mais sérios candidatos ao trono por hora ocupado por Portugal.
Por fora, candidatando-se mas não podendo ser consideradas favoritas, correm selecções como Itália (em renovação), Espanha (com estilo de jogo muito próprio, Portugal (com um misto de juventude e experiência), Inglaterra (recheada de jovens talentos)
Num total de 24 equipas há lugar a surpresas, desilusões, numa competição onde a incerteza reinará pois o risco de contágio existe, é real, e pode disimar uma equipa.
Melhor mesmo é que a bola comece a rolar. É já amanhã!!!
Aqui fica como aperitivo o calendário para toda a competição ..


1 de julho de 2018

Mundial 2018 - Rescaldo fase grupos


Terminada a fase de grupos e conhecidas todas as decisões impera-se o balanço. Das surpresas às grandes desilusões, passando por alguns sustos este mundial teve todos os ingredientes necessários a um grande espectáculo. Muitos golos, grandes defesas, lances caricatos, decisões polémicas não faltaram à festa.

No Grupo A imperou a lógica. Uruguai saiu vencedor demonstrando grande solidez defensiva (foi inclusive a única equipa presente que não sofreu qualquer golo), sector liderado pelo insuperável Godin, deixando a luta pela outra vaga para Rússia e Egipto, duelo do qual saiu vencedora a equipa anfitriã. Apesar de considerado o patinho feito do grupo, devido à sua inexperiência, a Arábia Saudita logrou uma das surpresas, venceu na última jornada o Egipto de Salah, vendo assim premiado o seu esforço. Quanto ao Egipto, recheado de bons jogadores, não se pode dizer muito, nem tão pouco que as dificuldades físicas do seu jogador mais conhecido justifiquem às más exibições. 

Já o Grupo B apenas trouxe como surpresas a combatividade dos marroquinos, impondo uma intensidade de jogo ao longo dos 90 min que causou bastante desconforto aos oponentes, e a excelente organização táctica de um Irão que dão deixava de aproveitar as oportunidades de ataque que surgiam, que o digam os espanhóis. Apesar das boas exibições o infortúnio de um auto-golo frente ao Irão, ao cair do pano, e a ineficácia contra os campeões europeus, logrou a Marrocos a eliminação à 2 jorn. O Irão por seu turno teve a capacidade e o mérito de adiar até ao último momento a questão do apuramento, podendo, frente a Portugal, te-lo conseguido mesmo no último instante. Apesar da intensidade e competitividade com que as quatro equipas do grupo disputaram as partidas imperou a lógica e os favoritos Espanha e Portugal seguiram em frente.

O grupo C composto por, França, Austrália, Dinamarca e Perú, deu lugar talvez aos jogos mais enfadonhos desta primeira fase. Com duas equipas que fazem da técnica a sua melhor arma, Perú e França, contra outras duas que têm como matriz de jogo os lançamentos em profundidade e o confronto aéreo, imperou o medo de perder, a segurança defensiva em determinante da importância da vitória. Apenas o Perú conseguiu despertar o interesse no grupo, jogando de forma rápida, apoiada, onde a capacidade técnica dos jogadores sobressaía. Apenas a ineficácia na hora do remate lhes travou um futuro mais brilhante. Apesar da vitória no grupo a França, considerada uma das candidatas ao título de campeã do mundo deixou no ar a dúvida se, contra equipas de outra complexidade teriam a capacidade de dominar e ganhar.

Num grupo onde constava a estreante Islândia, a sempre candidata Argentina, a irreverente Nigéria e a consistente Croácia, ficou demonstrado que não é o estatuto que vence os jogos, mas sim a organização, perseverança e competência. Sobre a selecção alvi-celeste recaía a responsabilidade de fazer brilhar o seu astro mas deixou a nu que um conjunto de grandes jogadores nem sempre é sinónimo de uma grande equipa. Se o empate com os islandeses já se revelava uma surpresa,, o que dizer da estrondosa derrota frente aos croatas. Com pé e meio fora do mundial os argentinos salvaram-se na ultima jogada da última partida. A Croácia, com exibições seguras, disse ao mundo que têm de contar com eles... 

Num grupo E onde se juntaram os pentacampeões mundiais Brasil, os imprevisíveis sérvios, os suíços e os costa riquenhos, não houve grandes surpresas. Os brasileiros lideraram a classificação desde a 1ª jorn, embora nem sempre de forma clara e convincente. Já os sérvios que tiveram o pássaro na mão no embate com os helvéticos mas viu a vitória escapar-se-lhe no derradeiro minuto. Da Costa Rica fica a imagem de uma equipa recheada de bons jogadores mas a quem ainda falta a experiência competitiva exigida em campeonatos do mundo. Sem grandes individualidades mas fazendo brilhar o colectivo os suíços ocupar a 2ª vaga muito graças ao empate da 1ª jorn conseguido através de um golo precedido de falta. Sem grande surpresa a classificação final apenas não conseguiu esclarecer se ou quando a magia canarinha vai aparecer.


Com Alemanha, só a campeã mundial em título, o México, sempre imprevisíveis, a Suécia, que já há muito deixaram de ser uns rapazes louros com bom jogo de cabeça, e a Coreia do Sul, inexperientes mas sempre combativos, não se esperavam grandes surpresas. Puro engano... Como diriam alguns, principalmente os germânicos, neste grupo F "o mundo virou-se ao contrário". Foi deste grupo que surgiram as verdadeiras surpresas A Suécia venceu o grupo com duas vitórias. O México entrou a bater o pé aos alemães, com um estilo de jogo "cínico" é verdade mas que deixou à vista fragilidades defensivas na selecção alemã. 

26 de junho de 2018

Mundial 2018 - Jogo 20 - Grupo B - 2 Jorn - Irão 0 - 1 Espanha



Seria a selecção que melhor troca a bola capaz de contrariar uma organização defensiva de qualidade? Conseguiria a capacidade de sacrifício e abnegação superiorizar-se à técnica?
Estas eram as questões que se colocavam antes desta partida.
Ao fim dos primeiros 45mins, apesar do domínio espanhol, já esperado e por vezes estrategicamente consentido, era a 2ª pergunta que tinha resposta positiva. 
A constante posse e troca de bola por parte dos espanhóis, embora de forma lenta, não fazia balançar a bem organizada selecção iraniana, escasseando as situações de perigo.
No regresso dos balneários a Espanha tentou impor um ritmo mais veloz na sua circulação de bola, criando deste modo alguns desajustes no posicionamento do adversário, mas foi do Irão, que sempre espreitou as saídas rápidas dos seus avançados, a primeira grande oportunidade de golo.
Praticamente na jogada seguinte ao desperdício iraniano os espanhóis chegam à vantagem, com muita sorte à mistura. Muito poucas vezes a máxima do povo que diz "quem não marca sofre" foi tão bem demonstrada.
Vendo-se a perder o Irão mudou o "chip" e mostrou ser capaz de criar problemas, e muitos, a uma selecção espanhola que, apesar da experiência, não foi capaz de manter o controlo da bola, como é seu hábito, nem tão pouco contrariar o estilo de jogo do adversário. 
Apesar das muitas e claras oportunidades de golo os iranianos não conseguiram o tão desejado empate.

Melhor em campo: Isco (Espanha) - dos poucos que conseguia criar desequilíbrios no adversário

Momento do jogo: min 81 - oportunidade golo Irão não concretizada



Mundial 2018 - Jogo 19 - Grupo A - 2 Jorn - Uruguai 1 - 0 Arábia Saudita




As premissas para este jogo eram claras: uma vitória dos uruguaios apurava-os para a fase seguinte enquanto que para os sauditas a derrota significava o afastamento definitivo da competição.
Se a vitória era para ambos fundamental, Uruguai e Arábia Saudita não o demonstraram em campo. 
Os sul americanos, confiantes na sua qualidade e experiência, jogaram num ritmo lento que apenas a espaços provocava mazelas no adversário. Mesmo assim chegaram à vantagem, por Suarez, aproveitando uma falha do guardião contrário.
Se a toada da partida já era a tranquilidade, com a vantagem no marcador, os uruguaios reforçaram ainda mais a tranquilidade e controlo da partida, já que o adversário, apesar de tentar, não demonstrava capacidade para criar perigo.
Mesmo não querendo correr muito couberam ao Uruguai as únicas reais situações de perigo.
Fica o resultado naquele que foi talvez o jogo mais desinteressante deste torneio, muito por responsabilidade da equipa mais experiente.

Melhor em campo: Godin (Uruguai) - apesar de nem sempre da forma mais correcta controlou qualquer veleidade tentada pelos avançados contrários

Momento do jogo: min 22 - golo Uruguai

Mundial 2018 - Jogo 18 - Grupo B - 2 Jorn - Portugal 1 - 0 Marrocos




Nesta 2ª partida do grupo B a Marrocos a derrota era o resultado proibido, pois ditava o seu afastamento da competição. 
Já a Portugal, motivado com o empate nos instantes finais com a favorita Espanha na 1ª jorn, a vitória significava um passo gigante no apuramento para os 8s final.
Repetindo o inicio fulgurante do 1º jogo, Portugal chega à vantagem. mais uma vez pelo capitão, logo aos 4mins, o que se traduziu em tranquilidade, mas apenas para os primeiros 15min. 
Apostando num jogo de pressão alta e contacto físico, características da selecção do norte de África conhecidas de todos, refeitos do impacto do golo madrugador, os marroquinos começaram a ganhar o duelo do meio campo, colocando muita pressão sobre a defesa e conseguindo impedir as saídas em contra-golpe dos portugueses. Excepção desta matriz apenas o lance que Portugal desperdiça, por Guedes, a 5 min do intervalo.
Se o intervalo serve para reajustes e motivação, o reatar da partida revelou apenas a motivação dos marroquinos, que mantendo incrivelmente a sua capacidade de pressão não permitiram que Portugal tivesse posse de bola e assim o controlo do jogo.
Apesar de tudo tentarem os marroquinos não conseguiram o golo saindo assim derrotados numa partida em que de tudo fizeram para ganhar.
Como imagem final deste jogo fica a incapacidade da selecção campeã da Europa em igualar a agressividade e matreirice do adversário, salvando-se o espírito de sacrifício e de entre-ajuda 

Melhor em campo: Amrabat - (Marrocos) - espalhou o pânico - sabe usar como poucos a capacidade física e a máxima de que "o futebol é um jogo de contacto" 

Momento do jogo: min 57 - defesa enorme de Rui Patrício

Mundial 2018 - Jogo 17 - Grupo A - 2 Jorn - Rússia 3 - 1 Egipto




Moralizados pelo resultado da 1ª jornada e perante o seu público os russos entraram em jogo rápidos e pressionantes em busca do golo. 
Sabendo que outro resultado que não a vitória os colocava fora do mundial, os Egípcios reagiram e equilibraram o jogo, repartindo as ocasiões de perigo.
Regressando do intervalo com a mesma postura do inicio da partida, os russos chegam à vantagem logo ao 2º min, através de um auto golo. 
Desorganizados e pressionados pela necessidade de vencer, os egípcios não conseguiram, nos momentos a seguir ao infortúnio, controlar o ímpeto da selecção anfitrião que, sem dó, chega rapidamente à confortável vantagem de 3 golos.
O Egipto, com a certeza que derrota ditava o seu afastamento, nos restantes 20 min da partida tudo tentou para, pelo menos, deixar uma outra imagem da sua equipa onde pontificam jogadores de altíssima qualidade, mas a quem falta ainda a experiência do colectivo.
Premiando o seu esforço reduziram a desvantagem através de uma grande penalidade (VAR) muito bem convertida pelo seu astro, Salah.

Melhor em campo: Cheryshev (Rússia)

Momento do jogo: min 46 - auto-golo de Fathi


CHERYSHEV
CHERYSHEV
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