A ideia era falar disto apenas no final do torneio...mas tem sido por demais evidente que, mais do que falar e analisar a introdução de novas tecnologias se deve harmonizar os critérios de arbitragem e acabar de vez com a chamada "regra" do "fica ao critério do arbitro".
E isto porquê? Simples...
As equipas não são sempre arbitradas pelo mesmo arbitro e confrontam-se com critérios tão diferentes que para jogadas semelhantes se vai desde a consideração de falta, amostragem de 2º cartão amarelo e consequente expulsão, à não marcação de qualquer falta mesmo que num lance perto/dentro da área.
O que tem isto de estranho perguntarão?
Não teria nada de estranho se a equipa que sai sempre favorecida desta não coerência de critérios não fosse a sempre a mesma.
Este tipo de situações não tiram o mérito a quem vence...mas que ajuda muito lá isso ajuda...não tenham dúvidas. Senão vejam os seguintes dois exemplos:
- Espanha - Chile - no momento do 2º golo espanhol o trinco chileno, Marco Estrada, cruzando-se nas costas do avançado espanhol, em corrida, Fernando Torres, toca-lhe, acidentalmente ou não (eu penso que sim) nos pés...o arbitro do jogo, o argentino Marcelo Bielsa, não tem duvidas...considera a acção faltosa e exibe o 2º cartão amarelo ao jogador expulsando-o, deixando a equipa, ainda na 1ª parte a jogar com 10
- Espanha - Alemanha - ainda na 1ª parte, com o jogo empatado a 0, Oeil tenta entrar na área espanhola tendo sido, claramente, atingido no seu pé , não sendo possivel também avaliar a intencionalidade, pelo defesa Sergio Ramos tendo caído na área. Nesta situação o arbitro, o hungaro Viktor Kassai não teve dúvidas e mando o avançado germânico, Oezil, levantar-se.
Como podem ver as situações são em tudo iguais a não ser a equipa a quem deveria ter sido marcada a falta...
São de facto coisas que dão que pensar....de entre muitas outras que ficarão para uma próxima oportunidade....
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