Uma Espanha fiel a si própria, com excelente qualidade na posse de bola mas com enormes dificuldades para desmontar um adversário bem posicionado tacticamente e forte fisicamente, beneficiou, ainda na primeira parte do erro do auxiliar, que invalidou um golo limpo por pertenço fora de jogo ao avançado paraguaio, Nelson Valdez, não ficando assim em desvantagem no marcador e à mercê do contra-ataque sul-americano.
Um Paraguai que, sem grandes vedetas, se vale do colectivismo e solidariedade dos seus jogadores, sem criar grandes jogadas de ataque e muito menos oportunidades de golo conseguiu adiar o golo do adversário sem grandes sobressaltos.
Nem o minuto louco da 2ª parte, em que foram assinaladas duas grandes penalidades, uma para cada equipa, permitiu a alteração do marcador.
Já com o irrequieto Pedro Rodriguez em campo e beneficiando claramente do cansaço da equipa Guarani, uma investida de Iniesta deixa a defesa paraguaia desconpensada...O espaço para o remate que até então não tinha aparecido, surge para que Pedro remate ao poste com a bola, em mais um bafejo da sorte, a sobrar para o eficientissio David Villa marcar o golo.
Já muito perto do final do jogo e em desvantagem no marcador é de assinalar o querer do Paraguai que carregou no ataque, um pouco em desespero é verdade e que, talvez por isso mesmo, não teve a calma necessária para concretizar as oportunidades que criou.
Fica para a história o resultado: Paraguai 0 - 1 - Espanha
Mas não pode, nem deve, cair no esquecimento do mundo futebolistico a excelente imagem, muito melhor que alguns dos considerados favoritos, deixou neste mundial..


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