Admito que me desleixei um pouco com este blogue, mas a desilusão sentida com a nossa eliminação, perante uma alemanha cínica, fez com que não tivesse grande vontade de escrever sobre uma prova, se não viciada, inclinada à partida para um resultado.
Mas agora que se fez justiça estou de volta.
Num jogo tenso entre duas equipas desiguais no que à experiência, com vantagem para a manchsaftt, e à técnica, com nuestros hermanos em grande plano, diz respeito, os nervos iniciais impediram-nos de ver bom futebol.
Se nos primeiros minutos, 15 mais propriamente, a Alemanha dominou o jogo, embora sem criar grandes oportunidades de golo, depois de um remate de "El niño" de cabeça ao poste da baliza de Lehman eis que a Espanha acorda para uma exibição sem mácula!
Tacticamente bem posicionados, quer a nível ofensivo quer a nível defensivo, com um irriquieto Fernando Torres exemplarmente bem sevido pelos médios espanhois, Xavi e Iniesta, e um sóbrio Marcus Senna na manutenção do equilibrio da equipa a Espanha chegou, sem surpresa, à vantagem no marcador. Com a tranquilidade dada pelo golo marcado os espanhois começaram a fazer o que de melhor sabem - trocar a bola, guardando-a dos alemães.
No inicio da 2ª parte, com as alterações introduzidas pelo seleccionador alemão, principalmente com passagem para um 4x4x2, com a entrada de Kuramy, a equipa espanhola passou por alguns sobressaltos, com a selecção alemã, mais em força que em qualidade, que diga-se em abono da verdade nunca teve, foi colocando à prova a defesa espanhola. Passado o efeito surpresa e com 3 oportunidades claras de golo criadas em 3 minutos, a Espanha como que se reequilibrou em campo não dando mais qualquer veleidade aos seus adversários.
O mais impressionante foi ver a fragilidade mental dos jogadores alemães, conhecidos pela sua frieza, que demonstraram uma total incapacidade, mental, técnica e inesperadamente física para dar a volta aos acontecimentos.
Sem nunca terem sido considerados como candidatos à vitória no torneio, nem mesmo pelos espanhois, mas realizando, ao longo dos 6 jogos, excelentes exibições, a Espanha sagrou-se, 24 anos depois, campeão europeia de futebol.
Ao contrario do acontecido no anterior torneio, desta feita estamos perante um incontestável vencedor. Nada a dizer quando a Campeã é a selecção que tem o melhor ataque (12 golos), a melhor defesa (3 golos), o melhor marcador (David Villa - 4 golos), nunca perdeu um jogo, tendo vencido 5 e empatado 1.
Quando assim é..... Parabéns aos VENCEDORES!!
Desta feita o que aconteceu foi "onze contra onze e não ganhou a alemanha!"
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