Agora depois da eliminação importa analisar com cuidado a prestação da nossa selecção do campeonato do mundo na Africa do Sul, esperando que a mesma sirva para se melhorar.
A nível defensivo a selecção esteve muito bem - poucos foram os erros e mesmo desses apenas um causou estragos (o golo da Espanha). Funcionou como um bloco em que a disciplina táctica foi cumprida, cada um dos jogadores fazendo o que lhe estava destinado. Nota alta sem duvida.
A nível ofensivo a coisa correu manifestamente mal - nem os 7-0 à super-inferior Coreia do Norte servem para disfarçar. Fizemos história é verdade...mas o "inimigo entregou-se". Quando em confronto com adversários de igual ou superior qualidade (Costa do Marfim, Brasil e Espanha) não nos mostramos capazes de criar jogadas de perigo, e conseguir o golo. As oportunidades surgiram de rasgos esporádicos e dos erros adversários que nem sequer conseguimos aproveitar.
No meio deste contraste esteve o meio campo. Demasiado preocupado com as questões defensivas para que depois tivesse capacidade de fazer a transição para a fase ofensiva.
Estas coisas podem ocorrer por variadas razões: desmotivação, incompetência, falta de profissionalismo dos jogadores ou do timoneiro (o seleccionador).
Não posso, nem pode ninguém, dizer que os motivos da eliminação se devem à falta de profissionalismo ou de motivação de quem quer que seja....
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